quinta-feira, 17 de julho de 2014

Medos infantis

Sentir medo é normal, faz parte do desenvolvimento infantil, mas a criança precisa se sentir amparada quando esse sentimento vem à tona. Veja aqui quais são os temores mais comuns a cada fase e saiba com ajudar seu filho a lidar com eles:

ATÉ 7 MESES

De barulhos inesperados e luzes fortes.
- Para ajudar: evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.

DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO

De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.
- Para ajudar: o pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.

DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS

Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
- Para ajudar: ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.

DE 3 A 5 ANOS

De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
- Para ajudar: respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.

A PARTIR DOS 5 ANOS

De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
- Para ajudar: insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.

A PARTIR DOS 6 ANOS

Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.
- Para ajudar: se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.

Fonte: Fontes: Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo, Graziela Zlotnik Chehaibar, psicóloga e terapeuta familiar de São Paulo (SP) e pesquisadora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Por que um marido se apaixona por outra mulher?

Por que um marido se apaixona por outra mulher?
Esta pergunta: "Por que meu marido se apaixonou por outra mulher?", pode tornar-se obsessiva e, no entanto, as respostas são tão variadas, que é impossível responder em uma única nota as razões específicas que levam um homem comprometido a se apaixonar por outra mulher. Sem dúvidas o amor e o casamento exigem um compromisso e ser fiel também é uma decisão, mas apesar desse compromisso e esse sentimento que você pensava ser eterno, a infidelidade pode acontecer, e quando acontece, a mulher se pergunta: "Por que acontece?", "O que eu fiz de errado?", "Por que meu marido se apaixonou por outra mulher?", e quase sempre a resposta inclui um "Tenho sido uma excelente mãe e esposa". Mas mesmo que seja doloroso aceitar, sempre temos alguma responsabilidade no que acontece dentro do casamento. Descubra através deste artigo um pouco sobre a natureza masculina e use-o para fortalecer seu relacionamento, arrisque-se:

Autores como John Gray e Walter Riso em seus livros "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus" e "Intimidades masculinas", alertaram: homens e mulheres são muito diferentes. Claro, isso não é um segredo: o problema é que dificilmente nos interessamos em conhecer a verdadeira natureza dos homens; de alguma forma os estigmatizamos com a frase "Todos são iguais", mas, mesmo que pareçam previsíveis, há muito para descobrir. Vamos ver o que os especialistas nos dizem:

Procuram uma amiga

Quem iria imaginar? Homens esperam encontrar uma mulher com quem possam tornar-se emocionalmente íntimos. Quero dizer uma mulher que os escute, que os entenda, uma mulher com quem eles não tenham medo de falar sobre qualquer assunto que seja. Aquela mulher que não reage impulsivamente, que entende sem julgar, que não interrompe para dizer "eu avisei", essa mulher os encanta. Os doutores Connell Cowan e Melvyn Kinder em seu livro "As mulheres que os homens amam, as mulheres que os homens deixam", enfatizam permanentemente sobre a amiga que sempre esperam encontrar, dizem que todos os homens têm desejos profundos, por mais escondidos que estejam, de companheirismo.

Adoram a mulher que brinca

Alguém que não tem medo que o rímel escorra por brincar com ele. Os homens são seres lúdicos por natureza, precisam se expressar como crianças. Então não tenha medo de parecer infantil, jogue bola com ele, um videogame, deixe que ele mostre sua criança interior e mostre a sua.

Querem uma mulher que tenha sua própria vida

Apesar de serem egocêntricos, paradoxalmente morrem por uma mulher que tem uma vida, que não gira ao redor da deles, mas que com amor e gentileza os fazem entender que eles são parte de sua vida, mas não toda.

Amam mulheres felizes

Ana Von Rebeur, psicóloga e escritora argentina, expressou em seu livro "Quem entende os homens", algo que me tocou profundamente sobre o que um homem espera de uma mulher, ela escreveu: "os homens só querem de uma mulher, que ela seja feliz". Então, procuram uma mulher que se ame e se aceite, que sabe claramente quais são suas limitações, mas que sabe tirar o maior proveito de seus pontos fortes, uma mulher que não faz de tudo uma tragédia.

Amam a essência da mulher

O que é melhor do que eles mesmos dizendo isso. Recentemente meu amigo me disse: "Eu amo mulheres femininas". Com isso ele quis dizer que eles amam nossa essência, amam o que nos diferencia deles, a capacidade de ser fortes sem deixar de lado a sutileza e a suavidade que nos caracteriza.

Odeiam choro que manipula

Minha conclusão pessoal é que odeiam sentir-se culpados e responsáveis pela nossa dor e sofrimento, por isso não suportam nossas lágrimas. Note que o choro é a expressão de um sentimento que pode ser dor, alegria, mas aqui eu me refiro ao choro que as mulheres usam como arma de controle e manipulação.

Amam mulheres que os apoiam e defendem em público

Uma mulher que nunca pense em humilhá-lo em público apesar dos problemas, essa mulher os encanta, faz eles se apaixonarem.

Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original ¿Por qué un esposo se enamora de otra mujer? Cuida que no te pase a ti.

Abrace o bebê chorão

Abrace o bebe chorão
 Café mãe
Maria Clara está com nove meses. Agora ela esteve aqui fora quase o mesmo tempo que ficou na minha barriga, quando nasceu às 41 semanas de gestação. E, apesar de ter ouvido que só haveria mais desafios à medida que ela crescesse, para mim ficou mais fácil.

Houve muitas coisas para as quais me alertaram antes de ela nascer, muitos palpites não solicitados que recebi a respeito de amamentação, sono, rotina, cuidados, entre outros, mas ninguém – nem mesmo minha mãe, que tem sido meu exemplo e minha fonte de informações – ninguém me avisou sobre como os primeiros meses são difíceis.

Aparentemente, é um pacto entre as mães: não se comenta muito sobre o choro, sobre as chamadas cólicas (que na maioria das vezes pouco têm a ver com cólicas propriamente ditas), sobre os momentos de olhar para o bebê e entrar numa espiral de pânico e desespero a respeito do que fazer. Talvez para não assustar as novas mães. Talvez porque, sabiamente, o mesmo mecanismo de amnésia infantil opere sobre os novos pais e mães: ninguém se lembra muito bem. As dificuldades são rapidamente recompensadas, cada momento de tensão logo desaparece para dar lugar ao infinito e repetido assombro de se ter gerado, gestado e dado à luz a uma nova pessoa, completa, inteira, tão separada e diferente de mim, tão dependente e idêntica ao mesmo tempo.

Mas ainda lembro. Ainda me lembro do quanto me senti confusa, do quanto o puerpério foi difícil, delicado, do quanto eu questionei estar à altura do desafio de cuidar de minha filha. De como o choro inconsolável me assustava, me paralisava, me fazia buscar soluções.

É que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa. Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono. Mas existe o choro que não cessa após checar tudo o que pode estar errado. E esse choro, que pode durar horas até, esse choro não é errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menor em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas. Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo shhhh, balançando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as táticas de O bebê mais feliz do pedaço, de Harvey Karp, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos. Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. E entender também que o choro às vezes não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação.

E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha? O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas, truques e feitiços para ela parar de chorar?

O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença com intenção e coração, uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separação de não estar mais dentro de mim, segura e protegida? E o quanto aquele choro não era o meu próprio choro, o meu próprio luto, por ter de deixar para trás a pessoa que eu fora – pois a “antiga vida” não está esperando na esquina, pronta para ser retomada – para me metamorfosear na mãe de Maria Clara, muito mais que um papel, muito mais que uma função, mas uma nova forma de estar e ser no mundo. Com ela. Sempre.

Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado. Que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal. Eu sei disso, pois sou chorona. E sei o quanto é ruim ter meu choro invalidado, e sei o quanto é precioso ter por perto alguém que esteja calmo, presente e disponível para me ouvir. Nesses primeiros três, quatro meses de vida do bebê, se eu pudesse mudar alguma coisa, seria minha postura frente ao choro: depois de verificar possíveis desconfortos e dores, depois de excluir qualquer motivo que de fato pudesse ser solucionado, eu procuraria aceitar as lágrimas e abraçá-la. Confiando que, se houvesse algo de sério e realmente errado, eu saberia. E então simplesmente abraçar o bebê chorão. Permitir esse desabafo, esse extravasamento. Sem achar que eu estava fazendo algo de errado. Sem procurar culpados. Apenas abraçá-la. Estar inteira para ela, com ela.
Fonte: site Café Mãe

Criando gêmeos

Criando gêmeos
Não é porque eles nascem com pouco intervalo de tempo (e podem ou não ser idênticos) que irmãos gêmeos devem ser tratados como se fossem um só. Especialistas recomendam que a família estimule a individualidade de cada uma das crianças.

“Desde muito pequenas, o ideal é que tenham vidas próprias, pois, em casa, já será tudo muito misturado”, afirma Gisela Wajskop,  PhD em educação infantil, que, atualmente, desenvolve atividades de pós-doutorado como professora-visitante na Universidade de Toronto, no Canadá. Com “vida própria” Gisela quer dizer que, se possível, os gêmeos devem frequentar classes diferentes na escola, vestir roupas e ter brinquedos diferentes um do outro.

Confira essas e outras dicas e entenda os motivos de tratar gêmeos como qualquer dupla de irmãos, conforme recomenda Francisco Lembo, pediatra do Hospital Samaritano, de São Paulo.



Vestuário

Desde os primeiros dias de vida, procure não escolher roupas idênticas para os irmãos. “É importante que tanto a família quanto eles mesmos se enxerguem únicos. Isso também ajuda evitar confundir um com o outro e trocar os nomes”, afirma Lembo.

Quando bebês, os gêmeos podem compartilhar as mesmas roupas e ganhar presentes iguais, mas, com o passar do tempo, é mais interessante que cada um tenha suas peças e troque-as com o irmão se assim desejar.

Escola

Por conta da praticidade e também por se identificar com a linha pedagógica da instituição, muitos pais optam por ter os filhos –gêmeos ou não– na mesma escola. Não há problema nisso. Mas, no caso de gêmeos, estar na mesma sala não é recomendável. “Eles precisam vivenciar a individualidade, fazer amigos e não serem alvos de comparações, o que, certamente, pode acontecer nesse caso”, diz Gisela. No caso de crianças maiores que expressem o desejo de estar na mesma sala, vale uma conversa para entender a motivação e avaliar se é o caso de atender a vontade ou não, pesando os prós e os contras da decisão.

Amamentação

Algumas mães ficam aflitas por não conseguirem amamentar os gêmeos ao mesmo tempo, principalmente se um chora, enquanto o outro é alimentado. O pediatra Lembo explica que nã” Cada um deve ser atendido segundo suas necessidades no momento. Às vezes, é preciso que um espere um pouco para que o outro seja bem cuidado. Isso não quer dizer que um é mais querido do que o outro. Não faz sentido fazer tudo igual para os dois.”

Quarto

Tal como irmãos de idades diferentes, gêmeos podem ou não dormir no mesmo quarto. Essa decisão deve ser tomada pelos pais levando em conta o espaço físico disponível na casa da família, entre outras questões. O importante é ter claro que se trata de uma opção familiar. Terem nascido juntos não significa, necessariamente, que tenham de dividir o mesmo espaço.

Identificação

É comum que muita gente troque o nome das crianças, principalmente quando bebês. Para evitar esse tipo de desconforto, que confunde os pequenos e irrita os maiores, procure sempre deixar à vista algo no visual de cada um que os identifique bem, como acessórios e penteados diferentes.

Comparações

É importante evitar, ao máximo, falas e atitudes no sentido de igualar os irmãos. “Quando as pessoas insistem em cobrar que os dois ajam de forma igual ou gostem das mesmas coisas, dificultam que cada um deles se reconheça único e diferente do outro”, fala Iraní Tomiatto de Oliveira, coordenadora do curso de psicologia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Se as crianças forem ouvidas em suas particularidades, de acordo com Gisela, certamente, cada uma delas desenvolverá talentos e habilidades diferentes. Assim acontece com quaisquer irmãos! Portanto, os pais devem prestar atenção para não fazer comparações. Eles devem buscar garantir espaços diferenciados com respeito ao jeito de cada um.

Presentes

Por fazerem aniversário juntos, nada mais natural que ambos ganhem presentes. No entanto, se maiores, é necessário pensar no gosto de cada um e não simplesmente comprar as mesmas coisas. No caso de bebês, de acordo com Iraní, tudo bem ofertar brinquedos iguais –assim eles não disputam a peça.

Amizades

Iraní recomenda que a família estimule que os gêmeos tenham um bom relacionamento entre eles, mas que também estabeleçam laços de amizades com outras crianças, para que eles não se fechem para o mundo. “A relação deles já é intensa por natureza, os dois compartilham coisas desde sempre. É interessante que tenham a possibilidade de construir a ideia de ‘eu sou eu e o outro é outro’, lidando com outras crianças”, afirma Iraní.



Fonte: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2014/05/28/o-que-fazer-e-o-que-nao-fazer-na-criacao-de-filhos-gemeos.htm

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Onde estão as moedas? Joan Garriga Bacardi

Onde estão as Moedas?
Este conto apresenta de forma muito especial as chaves do vínculo entre pais e filhos.
Numa noite qualquer, uma pessoa, da qual não sabemos se é um homem ou uma mulher, teve um sonho, um sonho com os pais. Neste sonho seus pais apareciam e lhe davam algumas moedas, não sabemos quantas eram, se uma dúzia ou uma centena, nem de que metal eram feitas, se eram de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila. O sonhador as recebia de bom grado porque eram as moedas que seus pais lhe davam, eram as exatas que necessitava e merecia, para levar sua vida. Satisfeito agradeceu aos pais pelas moedas recebidas tomando-as por inteiro. E o sonhador termina a noite de sono tranqüilo, descansado e pleno. Ao amanhecer, desperta bem disposto e resoluto em ir à casa dos pais para comentar o sonho e agradecer as moedas recebidas. Indo até os pais, comenta o sonho e agradece as moedas recebidas, em profunda gratidão. Seus pais, vendo a atitude do filho, sentem-se grandes, ainda maiores e mais bondosos do que haviam sido e orgulhosos do filho. Dizem-lhe então: Estas moedas são para você, use-as como quiser e não precisa devolvê-las, são nossa herança para você. E este filho segue seu caminho satisfeito e pleno, capaz de enfrentar e vencer qualquer desafio, com a certeza de haver recebido as exatas moedas que necessitava e merecia de seus pais, suficientes para empreender sua caminhada. De tempos em tempos volta-se para trás, em direção à casa dos pais, e sente-se revigorado e pleno para seguir e realizar sua vida.

Acontece, que em outra noite qualquer, um outro sonhador tem um sonho parecido, que costuma acontecer com qualquer um de nós, mais cedo ou mais tarde, de ter um sonho com os pais. Neste sonho, o sonhador recebe dos seus pais algumas moedas, que não sabemos se uma dúzia, uma centena ou apenas umas tantas, nem de que metal eram feitas, se de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila. Mas este sonhador não aceita as moedas dos pais. Ele diz: Estas não são as moedas que necessito, preciso e mereço, por isto não as tomo e deixo-as com vocês. Se eu as tomasse minha vida se tornaria pesada e, portanto, fiquem com elas. E este sonhador segue pela noite intranqüilo, com o sono entrecortado e desperta muito cedo, cansado e ansioso por ir até a casa dos pais, contar-lhes a respeito do sonho. Lá chegando, diz aos pais sobre o sonho e que aquelas moedas não lhe interessam, que aquilo que eles tinham para ele não eram as moedas que ele necessita e merece, deixando-as portanto com eles. Os pais ouvindo isto, tornam-se ainda menores, humilhados, como costuma acontecer quando um filho não toma seus pais, seus ensinamentos e sua herança, tal como foi; e retiram-se para seu quarto. E este sonhador, tomado de uma estranha força, sente-se fortalecido e vingado, havendo acertado as contas com seus pais, e sai para a vida decidido a encontrar suas moedas, as que justo necessita e merece. Com alguém elas devem estar.

E tomado por esta força, estranhamente falsa, vai pela vida em busca de um parceiro, procurando pelas moedas que necessita e crê poderem estar com ele. As vezes tem a sorte de encontrar alguém e
mais sorte ainda desta relação durar algum tempo. Quando isto ocorre, com o passar do tempo o sonhador percebe que seu parceiro não tem as moedas que necessita e merece, e o relacionamento perde todo seu encanto, ficando para trás. E o sonhador segue em busca de outra pessoa que talvez, desta vez, tenha as suas moedas. E de relacionamento em relacionamento, segue em busca de suas moedas e desencantos, porque nenhum deles tem as moedas que necessita e merece.

Outras vezes, o sonhador tem um filho e, ao engravidar, cria a forte expectativa de que este filho terá as moedas que necessita e merece, e o aguarda ansioso e cheio de esperanças. Mas a vida é como é; os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos, e tampouco eles tem as moedas que o pai ou a mãe procuram. E nesta busca incessante, o tempo vai passando até que o desespero toma conta: onde estarão minhas moedas, justo as que necessito e mereço para levar minha vida?

Então, algumas vezes, vão em busca de um terapeuta, na certeza de que eles sim saberão das moedas. Mas há dois tipos de terapeutas: um que acredita que tem as moedas que seu cliente procura; e outro que sabe que não as tem, mas está disposto a ajudá-lo a procurá-las. Quando tem a sorte ou a sabedoria de encontrar este segundo tipo de terapeuta, dá-se início a um processo de auto-consciência e aprendizado, onde o sonhador vai percebendo aspectos antes ignorados, apropriando-se de sua própria vida, pouco a pouco.Até que num belo dia o terapeuta se dá conta de que o sonhador já está pronto para saber onde estão suas moedas. E neste mesmo dia, não apenas por coincidência, o sonhador vem para a terapia e diz: Eu já sei onde estão as moedas. Ainda estão com os meus pais. E resoluto, empreende o retorno à casa dos pais, em busca das justas moedas que necessita e merece. Chegando à casa dos pais, arrependido e amadurecido, toma-os por inteiro, tal como foi, aceitando feliz e de bom grado as moedas que eles tem para si, exatamente as que precisa, necessita e merece para levar sua vida em plenitude.

E seus pais, reconhecidos e aceitos inteiramente pelo filho, tornam-se ainda maiores, mais dignos e responsáveis, podendo ser ainda mais generosos.E assim, o sonhador encontra seus caminhos, com a fortaleza da herança dos pais: agradecendo a vida recebida; dizendo sim a tudo, tal como foi, libertando-se de todas as mágoas, deixando as responsabilidades com quem de direito; e tomando sua própria vida em suas mãos, com a benção de seus pais, para que, agora possa buscar sua felicidade.



Ter filho não é pra todo mundo- José Martins Filho


Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma

Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não. 

Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites. 

Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center. 

Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites. 

Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá. 

Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar. 


José Martins Filho é médico pediatra, autor do livro A Criança Terceirizada, professor e pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ciclo da auto-sabotagem


Ciclo da auto-sabotagem 

 Homem abandona família, mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, pois seu pai havia feito a mesma coisa e ele sabia o quanto era dolorido para todos. 
- Mulher troca de namorado pois foi traída muitas vezes,  mas cada vez arruma outro igualzinho o anterior, com os mesmos defeitos. 
-Homem tem um chefe difícil de agradar, mas não é que esse chefe é igualzinho ao seu pai?
Coincidência ou auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos. Auto sabotagem é a tendência a repetir atitudes destrutivas.
Comportamento repetitivo
Nossa vida é feita de comportamentos repetitivos, por exemplo, você escova os dentes todos os dias, mas se alguém lhe perguntar quantas vezes escovou hoje talvez você tenha que pensar se escovou mesmo. 
Lembra-se de ter fechado a porta hoje? Não? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo. É automático.
Estes comportamentos são inofensivos, mas temos observar os comportamentos repetitivos que nos destroem pois não os percebemos da mesma forma que não percebemos se fechamos a porta. 
Observe o exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será que 100% dos 
homens traem, ou 100% dos homens que ela coloca na vida dela a traem. Porque ela faz isso? Ela QUER ter homens traindo-a? Claro que não, pois o sofrimento é insuportável. Então porque ela faz isso? Resposta: Auto sabotagem.


Como nos auto sabotamos?

Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para terceira”? Não, nós simplesmente trocamos. Porque? Porque aprendemos a automatizar comportamentos. O problema é quando automatizamos coisas que nos fazem mal. O problema é quando explodimos e depois vemos que estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque  você se auto-boicota. Você se auto-sabota. Destrói a própria  vida e não percebe a sua responsabilidade nisso tudo.
Algumas repetições destroem a vida da pessoa e deixam esta pessoa muito frustrada.
Ex: Você já comeu meio ovo de páscoa, nem está mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se arrepender de ter comido tanto. Isso é auto-sabotagem.
Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem são tão importantes assim para ele. Mas ele continua nesses relacionamentos mesmo sabendo do risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que significa muito pouco. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que destroem a própria vida?
Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de namorado e arruma outro também  é agressivo? Mas que coincidência seu pai era agressivo? Será coincidência?
Repetimos padrões da infância mesmo que esses padrões estejam prejudicando nossa vida.


Como mudar?

Conscientizar-se sobre o ciclo da repetição é o primeiro passo para você superá-lo.
Perceber que você está trocando de mulher, mas toda vez está com o mesmo tipo de mulher que não te agrada.
Perceber que troca de namorado , mas está sempre com a mesmo tipo de pessoa sem atitude (que por coincidência é seu pai escrito).
É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.
Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e nunca devolve,  você continua emprestando? Porque  você faz isso? Por pura auto sabotagem.
Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá? No domingo à noite está morto de arrependimento por não ter feito nada que preste. Promete que no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual. Porque ? Auto sabotagem!
São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a felicidade ou a vida de alguém.
A pessoa que não consegue administrar seu tempo, que sabe que sabe fazer as coisas mas, simplesmente não consegue colocar a vida em ordem. Olhe bem e você vai ver  que essa pessoa teve um pai que cobrava e cobrava, que  queria que ela fosse a mais competente do mundo. Ou seja, essa pessoa continua brigando com o pai, que talvez esteja até morto hoje. Como esse pai vai influenciar lá do tumulo? Acredite em mim, ele influencia. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada do pai.
Você pode estar se perguntando: Mas é possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e reconhecer esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo uma percepção equivocada terá medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma "lei".
Tenho como exemplo uma paciente que ficou totalmente desestruturada depois que assistiu na TV toda a reportagem da queda do avião. Ela não costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa depois daquela noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo sentimento de terror lhe aparecia quando tinha sido abusada sexualmente na infância. Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona como auto sabotagem.
As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca indelével.  Essa moça já foi uma criança indefesa se sentindo frágil, mas agora mesmo adulta continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada. Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar suas vidas, e ela se sentia ainda hoje como se não pudesse controlar sua vida.
É por isso que é muito difícil identificar esse conteúdo interno, porque a pessoa passa anos tentando ocultar isso tudo, não só dos outros, mas ocultando de si mesma. Mas se este conteúdo está escondido saiba que é por uma boa razão, a auto defesa. Por isso é preciso muita responsabilidade da pessoa que vai desenterrar tudo isso -o psicologo a quem você confiou sua "cabeça". Veja bem pra quem você está entregando a sua história de vida, com que você vai fazer terapia e que tipo de psicoterapia vai fazer.
Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do processo. A parte mais importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é quando você desenvolve uma nova forma de ver o mundo. E o psicólogo é a pessoa que o ajuda neste processo. Para lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças que você quer em sua vida.
Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir com o paciente o que  lhe passa na cabeça. Hoje tanto a Terapia Cognitiva Comportamental como a psicanálise mudaram a forma de terapia. O  psicólogo é muito mais participativo. Ele vive junto com o paciente as transformações de cada um, pode até dar exercícios para  serem feitos em casa.
O que a pessoa que está se autossabotando precisa e procura é um novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo.
Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não consegue frequentar academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o corpo bonito, ela pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar para as suas roupas, vão cochichar entre elas e dizer que ela está ridícula, vão rir dela, e no fim ela não vai conseguir fazer nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e ela se sente um peixe fora d’água.
E você?  Você está repetindo um ciclo vicioso? Isso é auto sabotagem. Você quer e precisa fazer academia, mas não faz? Porque sua cabeça está ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. Essa preocupação se torna mais importante do que você cuidar do seu corpo. É justo? Não. Absolutamente não.


Porque essas pessoas se sabotam tanto?

Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo inadequadas. Talvez tenha havido pessoas  fazendo-as se sentirem sem direitos, sem direito de se expressar ou de simplesmente fazer parte da vida. E assim ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.
Por conta desse sentimento que recebo muitos pacientes me contando, por exemplo, do marido agressivo. Ela passa uma vida toda, semana após semana sendo agredida por ele. Mulheres que tem toda condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto sabotagem . Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de amor, e pra conseguir essa migalha de amor, ela precisa suportar o que quer que seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura , inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema. Tudo isso só porque ela acreditou que essa é a única forma de receber um mínimo de amor.

Como funciona a terapia nos casos de autosabotagem?

O primeiro passo é perceber que a auto sabotagem não precisa continuar. Você  pode mudar esses esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia  ensina estratégias pra que você supere isso e lhe ajuda a rever suas vivências de refazer aprendizados. Existe até lição de casa pra você praticar um novo modo de funcionar. 
Porque as pessoas se auto-sabotam desse jeito? As pessoas fazem isso porque existe uma compulsão a repetição. Internamente acreditam que essa repetição é a única forma de viver razoavelmente bem. Mas não é . É por isso que ela precisa de um olhar de um profissional treinado. Alguém que veja sua estória com clareza.
As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há chance dela sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há sim. Deixar de se tratar e continuar nesse sofrimento é ser covarde pra encarar a mudança.
Pense bem, se você tem a oportunidade de fazer mudanças em sua vida para que arrumar desculpas como: não tenho tempo... não tenho dinheiro...? Daqui a pouco está comprando o ultimo modelo de celular,  está comprando mais roupas do que  cabe no guarda roupa, está  gastando com restaurantes, mas pra se cuidar não tem dinheiro? Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento que estão destruindo sua vida você não disponibiliza nenhum recurso.
Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe - quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe.
O garoto que passou todas as férias da sua infância indo para a uma certa praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma praia (para o desespero desta família).
Essa pessoa não tem espaço para  mudanças, e nem para imaginação.


Porque as pessoas repetem e repetem as mesmas coisas?

Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer. Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma diferente, e assim a criança aprende que só uma forma de fazer as coisas, que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma bagunça, então a criança acredita que é assim que as casas são.
Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é que pode perceber que o estilo da sua não é o único nem o melhor. Mas mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só vai receber amor e atenção  se ele continuar a repetir o que sua família impôs. É como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que não digam em palavras.
A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que os pais fizeram, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.
Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo.
O que acontece é uma imensa confusão interior.
Essas são aquelas pessoas que  casam com alcoólatras depois de terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não podem pagar. Tudo isso tem um nome - auto sabotagem. E você só sai dela quando entende a sua dinâmica interna e mudar essa dinâmica.