O que é?
O transtorno de estresse pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao próprio paciente ou sendo este apenas testemunha da tragédia. O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.
Diagnóstico
O primeiro aspecto a ser definido é a existência de um evento traumatizante. Aquele suficientemente marcante, não há dúvidas quanto a ser ameaçador à vida ou à integridade individual, como os seqüestros, assaltos violentos, estupros. Há, contudo certos eventos que podem não ser considerados graves como um acidente de carro sem vítimas. Mesmo assim caso uma pessoa venha a apresentar o quadro de estresse pós-traumático perante uma situação que poderia não ser considerada forte o suficiente para causar danos à maioria das pessoas, pode causar danos para outras. Com certeza, um evento marcante, fora da rotina, que de alguma forma represente uma ameaça, tem que ter acontecido: sem isso não será possível fazer o diagnóstico, pois a definição dele envolve o evento externo. Os sintomas têm que estar diretamente relacionados ao evento estressante, as imagens, as recordações e as revivescência têm que ser a respeito do ocorrido e não sobre outros fatos quaisquer ainda que ameaçadores.
Para o diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado ou testemunhado um evento traumatizante ou gravemente ameaçador. Quando esse evento ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo, desesperança ou horror imediatamente após o evento traumático. Depois isso o indivíduo deve passar a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos baseados no tema. Sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo de novo o evento traumático. Nesses eventos é possível que o paciente tenha flashbacks ou alucinações com as imagens do evento traumático. As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e são evitadas. Ter de expor-se novamente ao local pode ser insuportável para o paciente. Por isso o paciente passa a evitar os assuntos que lembrem o evento, como também as conversas, pessoas, objetos e sensações, tudo que se relacione ao trauma. A recordação dos aspectos essenciais do trauma pode também ser apagada da memória. A pessoa pode afastar-se do convívio social e outras atividades mesmo que não relacionadas ao evento. Pode passar a sentir-se diferente das outras pessoas. Pode passar a ter dificuldade de sentir determinadas emoções, como se houvesse um embotamento geral dos afetos. Pode passar a encarar as coisas com uma perspectiva de futuro mais restrita, passando a viver como se fosse morrer dentro de poucos anos, sem que exista nenhum motivo para isso.
Outros sintomas podem ser também insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, respostas exageradas a estímulos normais ou banais.
Para se fazer o diagnóstico é preciso que esses sintomas estejam presentes por no mínimo um mês. Caso o tempo seja inferior a isso não significa que a pessoa não teve nada, só não se pode dar esse diagnóstico.
Certos sintomas não compõem o diagnóstico, mas podem ser encontrados nos paciente com estresse pós-traumático como dor de cabeça, problemas gastrintestinais, problemas imunológicos, tonteiras, dores no peito, desconfortos.
Considerações
O transtorno de estresse pós-traumático é provavelmente um transtorno muito comum, porém pouco conhecido, como nas décadas passadas foram desconhecidos porém freqüentes os transtornos de pânico, fobia social, obsessivo compulsivo. O estresse pós-traumático se diferencia dos demais transtornos de ansiedade e da maioria dos transtornos mentais por ser causado a partir de um fator externo. O aparato mental do homem é capaz de lidar com situações estressantes sem que isso deixe cicatrizes, da mesma forma que os vasos sanguíneos são capazes de suportar elevações da pressão arterial durante o exercício físico normalmente. Há, contudo limites a partir dos quais o funcionamento mental fica perturbado. Provavelmente isso ocorre quando os mecanismos de enfrentamento e suporte contra estresse são fracos ou quando os estímulos são fortes demais.
Quando surgirá o transtorno não podemos saber, o fato de uma pessoa ter passado por um trauma não significa necessariamente que ela terá estresse pós-traumático. Observa-se que num mesmo evento, algumas pessoas podem apresentar esse transtorno e outras não. Essas variações nos levam a julgar que existem também predisposições pessoais a este problema, o que de fato tem sido constatado. Pessoas com outros problemas de ansiedade prévios apresentam maior susceptibilidade a desenvolverem o estresse pós-traumático.
Grupo de Risco e Curso
Qualquer pessoa pode desenvolver estresse pós-traumático, desde uma criança até um ancião. Os sintomas não surgem necessariamente logo após o evento, podem levar meses. O intervalo mais comum entre evento traumatizante e o início dos sintomas são três meses. Muitas pessoas se recuperam dos sintomas em seis meses aproximadamente, outras podem ficar com os sintomas durante anos.
Tratamento
O tratamento consiste de um trabalho conjunto de psicoterapia e medicamentos.Na psicoterapia espcializada utiliza-se técnicas de auto-gerenciamento para manejar os níveis de ansiedade ao mesmo tempo que trabalha-se com questões psicológicas envolvidas.
Os tratamentos medicamentosos preconizados ainda não são plenamente satisfatórios ou estão em início de investigação. Até recentemente a única medicação autorizada oficialmente para tratamento do estresses pós-traumático nos EUA era a sertralina, que continua sendo indicada. Uma medicação promissora talvez mais eficaz que a sertralina é o topiramato. As primeiras investigações com ele mostraram uma resposta altamente satisfatória.
O índice de recaídas é maior quando há somente o tratamento medicamentoso do que quando há também um tratamento psicológico. Os remédios mal administrados podem acabar mascarando por anos o sofrimento ao invés de ajudar a pessoa a superá-lo.
Atualmente é possível tratar o estresse pós-traumático sem a utilização de medicamentos, obtendo bons resultados tanto com pessoas que estão paralelamente tomando medicação como com aquelas que preferem não tomar remédios.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
MEU FILHO, VOCÊ NÃO MERECE NADA -Eliane Brum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Se vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é sua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
Eliane Brum é Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Se vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é sua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
Eliane Brum é Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
O poder da validação - Stephen Kanitz
Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran tremia nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os comentários que chegam.
Insegurança psicológica é o problema humano número 1.
O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera. Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro.
Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é".
Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar. Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu". Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
Insegurança psicológica é o problema humano número 1.
O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera. Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro.
Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é".
Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar. Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu". Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Maturidade na Relação a Dois - Artigo Folha de Londrina
Todos nós viemos de uma relação de um homem e uma mulher. Através desta relação a vida é passada adiante. Por isso na relação de casal estamos mais profundamente conectados com aquilo que leva o mundo adiante e o dirige. Essa força atua na relação de casal de forma especial. O que mantém a relação a dois coesa é a consumação sexual do amor. Ela nos conecta profundamente com essa força, por isso também é algo espiritual. A relação de casal é o que mais nos molda. Somos educados através dela. Nela renunciamos passo a passo a nossas ilusões e, exatamente por isso, estamos ligados a algo maior. E esta ligação é alcançada concordando com as diferenças como elas são. Despedindo-se da idéia de uma coisa ser certa e outra pior ou errada. Nós nos desenvolvemos à medida que reconhecemos, no decorrer do tempo, que aquilo que a princípio consideramos adverso é diferente sim, porém possui o mesmo valor. O homem é diferente da mulher e vice-versa. Os dois necessitam reconhecer que são incompletos. Eles se tornam completos através da relação de casal , ao reconhecerem que o outro, apesar de diferente, possui o mesmo valor e está a mesma altura. Desta forma desistem da idéia de ser um melhor que o outro. Neste momento os dois se tornam humildes, reconhecendo os seus limites, podem se unir a uma totalidade maior. Então podem vivenciar o relacionamento como algo preenchido e completo.
O amor entre parceiros exige a renúncia ao nosso primeiro e mais profundo amor, o amor por nossos pais. Somente depois que o apego do menino - afetuoso ou rancoroso - à mãe se resolve pode ele dar-se plenamente à parceira e ingressar na masculinidade. Também o apego da menina ao pai deve resolver-se antes de sua entrega ao parceiro e sua transformação em mulher. A união bem-sucedida exige o sacrifício e a substituição de nossos antigos vínculos com os pais - os do menino com a mãe, os da menina com o pai. O menino viveu sua infância sobretudo dentro da esfera de influência da mãe. Se continuar ali, esta influência permeará sua mente e ele privilegiará o feminino. Sob o domínio da mãe, poderá tornar-se um grande sedutor e amante, um "don-juan", mas jamais será um homem que aprecie e respeite as mulheres ou mantenha um relacionamento afetivo duradouro. Também não será um pai forte e dedicado para seus filhos. Ele deve renunciar ao primeiro e mais entranhado amor de sua vida - a mãe - passando para a esfera de influência do pai. Na nossa cultura, os rituais formais que antes sustentavam esse processo de passagem da mãe para o pai, desapareceram. Dessa forma passar da esfera da mãe para o pai costuma ser um passo doloroso e difícil. Mesmo o serviço militar, que poderia ajudar o menino a deixar de ser o típico "filhinho da mamãe" deixou de ser viável para muitos jovens.
A menina também ingressa na vida sob a influência da mãe, mas chega um momento na infância que o pai a fascina e, se tudo vai bem, ela consegue a arte de atrair os homens na firme segurança do amor paterno. Se, porém, permanecer nesta esfera, a da influência paterna, passa a ser a "garotinha do papai". Pode amar alguém, mas não alcança a maturidade plena da mulher; tem dificuldades para se relacionar em igualdade de condições com um parceiro, tem a sensação de ser superior, de ser a mais poderosa da relação e também pode não conseguir ser uma mãe generosa e dedicada. Ela não admira muito o companheiro, acha que poderia ter um homem mais ativo, mais seguro e independente ao seu lado. Pode inconscientemente, oprimir o homem para se sentir segura. Mas, ao mesmo tempo, fica infeliz por não admirar o paceiro. Para tornar-se mulher, a menina precisa "abandonar" internamente o primeiro homem de sua vida - o pai - e reaproximar-se de sua mãe.
Margareth Alves, psicóloga e terapeuta familiar.
O amor entre parceiros exige a renúncia ao nosso primeiro e mais profundo amor, o amor por nossos pais. Somente depois que o apego do menino - afetuoso ou rancoroso - à mãe se resolve pode ele dar-se plenamente à parceira e ingressar na masculinidade. Também o apego da menina ao pai deve resolver-se antes de sua entrega ao parceiro e sua transformação em mulher. A união bem-sucedida exige o sacrifício e a substituição de nossos antigos vínculos com os pais - os do menino com a mãe, os da menina com o pai. O menino viveu sua infância sobretudo dentro da esfera de influência da mãe. Se continuar ali, esta influência permeará sua mente e ele privilegiará o feminino. Sob o domínio da mãe, poderá tornar-se um grande sedutor e amante, um "don-juan", mas jamais será um homem que aprecie e respeite as mulheres ou mantenha um relacionamento afetivo duradouro. Também não será um pai forte e dedicado para seus filhos. Ele deve renunciar ao primeiro e mais entranhado amor de sua vida - a mãe - passando para a esfera de influência do pai. Na nossa cultura, os rituais formais que antes sustentavam esse processo de passagem da mãe para o pai, desapareceram. Dessa forma passar da esfera da mãe para o pai costuma ser um passo doloroso e difícil. Mesmo o serviço militar, que poderia ajudar o menino a deixar de ser o típico "filhinho da mamãe" deixou de ser viável para muitos jovens.
A menina também ingressa na vida sob a influência da mãe, mas chega um momento na infância que o pai a fascina e, se tudo vai bem, ela consegue a arte de atrair os homens na firme segurança do amor paterno. Se, porém, permanecer nesta esfera, a da influência paterna, passa a ser a "garotinha do papai". Pode amar alguém, mas não alcança a maturidade plena da mulher; tem dificuldades para se relacionar em igualdade de condições com um parceiro, tem a sensação de ser superior, de ser a mais poderosa da relação e também pode não conseguir ser uma mãe generosa e dedicada. Ela não admira muito o companheiro, acha que poderia ter um homem mais ativo, mais seguro e independente ao seu lado. Pode inconscientemente, oprimir o homem para se sentir segura. Mas, ao mesmo tempo, fica infeliz por não admirar o paceiro. Para tornar-se mulher, a menina precisa "abandonar" internamente o primeiro homem de sua vida - o pai - e reaproximar-se de sua mãe.
Margareth Alves, psicóloga e terapeuta familiar.
Livros sobre relacionamentos
Homens são de marte, mulheres são de vênus
Este livro pode ser considerado a bíblia dos relacionamentos! De leitura obrigatória para todos os homens e mulheres que sonham em ter um relacionamento saudável e duradouro. Que homens e mulheres são diferentes todos nós sabemos. Mas a grande questão é como reduzir as diferenças e lidar com elas da melhor maneira possível.
Por: John Gray
Será que a gente combina?
Será que seu parceiro ouve e entende o que você diz?
Será que os defeitos dele, que atualmente parecem tão insignificantes, não vão se tornar insuportáveis com o passar do tempo?
Este divertido livro vai ajudar você a responder a essas e a muitas outras perguntas. Com mais de 20 testes e questionários, ele esclarece alguns dos pontos que mais causam desentendimentos entre homens e mulheres, como o sexo, o romantismo, a sogra, a mentira e a falta de comunicação.
Por: Allan Pease e Barbara Pease
O amor companheiro: a amizade, dentro e fora do casamento
Este livro fala sobre a amizade, esse verdadeiro porto seguro da nossa emoção.Para suportar os momentos difíceis e dividir sonhos, a amizade e boa interação do casal é fundamental.
Por: Francisco Daudt da Veiga
Por que os homens mentem e as mulheres choram?
Por que os homens mentem? Por que eles acham que têm de estar sempre com a razão? Por que evitam se comprometer? E as mulheres, por que choram para conseguir o que querem? Por que insistem num assunto até a morte? Este livro é uma preciosa oportunidade para você eliminar um pouco do sofrimento, da angústia e da confusão da sua vida, aprendendo a se mover no labirinto dos relacionamentos e a identificar pistas escorregadias, curvas traiçoeiras e becos sem saída. Não perca a oportunidade de ler mais sobre o sexo oposto, entender suas atitudes e ter relacionamentos saudáveis!
Por: Allan Pease e Barbara Pease
Mulheres que amam demais
Esse assunto já foi tema de novela do Manoel Carlos. Quem não se lembra do papel enlouquecido da Giulia Gam, que por amar demais acabou destruindo seu relacionamento? Muitas mulheres sofrem do mesmo mal, mas só percebem isso tarde demais. A autora, terapeuta de casais, mostra como perceber os comportamentos destrutivos em uma relação e evitá-los.
Por: Robin Norwood
Ele simplesmente não está a fim de você
Sabe por que ele não apareceu naquela noite tão especial? Por que disse que não teve tempo de comprar seu presente de aniversário? Por que não conseguiu um momento vago na agenda para telefonar? Por que inventou aquela desculpa tenebrosa? Por que repetiu tantas vezes que não quer manter um relacionamento sério? Ou que não consegue ser monógamo e por este motivo traiu você? E você, bem, você tem sempre uma desculpa, a pior de todas, na maioria das vezes, para justificar as atitudes dele e o que é mais grave, perdoá-lo.
Por: Greg Behrent, Liz Tuccillo
Do que os homens gostam
As vezes parece que você nunca vai entender a mente dele? Então esse livro é um ótimo começo para desvendar esse misterioso mundo masculino... E você vai se espantar ao ver que é bem mais simples do que imaginamos.
Por: Laura Schlessinger
Como sobreviver à perda de um amor
Seu relacionamento acabou? A pessoa que você ama não corresponde? Esse livro é ideal para você, pois apresenta estratégias simples, úteis e inspiradoras para superar a dor de uma perda. Segundo os autores, ao enfrentar uma perda, o corpo sofre o mesmo processo que num ferimento físico. Precisamos aceitar esse processo, confiar nele e ter certeza de que a dor vai passar e, quando passar, nós seremos mais fortes, felizes, sensíveis e conscientes.
Por: Harold H. Bloomfield, Peter Mcwilliams, Melba Cogrove
Ciúme: o Medo da Perda
Este livro é uma biblia do ciúmes. Se você é ciumenta(o) ou tem um namorado(a) ciumento(a) vale a lida. O ciúmes para muitos é uma representação do amor, porém em excesso é destrutivo. Aprenda como lidar com esse sentimento e as razões de sua existência.
Por: Eduardo Ferreira Santos
Aprendendo a conviver com quem se ama
Os relacionamentos são a experiência mais importante de nossa vida. Nós nos relacionamos o tempo inteiro com a família, com os amigos, com o trabalho e com nós mesmos. Nada nos dá tanta alegria quanto conviver com quem amamos. Mas também não há nada tão complicado e doloroso. Este livro tem o objetivo de nos ajudar a construir relações mais sólidas e harmoniosas.
Por: Neale Donald Walsch
Amores que nos fazem mal
Todas as pessoas deveriam ler esse livro: um guia para "reaprender a amar"! Através de muitos exemplos, a autora nos aproxima muitas vezes de realidades dolorosas, onde o amor é doente. Leitura obrigatória para entender se o seu relacionamento é saudável ou doentio.
Por: Patricia Delahaie
A alquimia do amor e do sexo
Este livro é uma obra sobre o tantra, a sexualidade e a espiritualidade no sentido pleno, de amor sagrado. Muitas vezes nos frustramos no amor justamente por não saber o que de fato esperamos dele. E esse livro nos faz refletir sobre o que de fato esperamos dos relacionamentos amorosos.
Por: Lee Lozowick
Fonte: Portal do Amor
Este livro pode ser considerado a bíblia dos relacionamentos! De leitura obrigatória para todos os homens e mulheres que sonham em ter um relacionamento saudável e duradouro. Que homens e mulheres são diferentes todos nós sabemos. Mas a grande questão é como reduzir as diferenças e lidar com elas da melhor maneira possível.
Por: John Gray
Será que a gente combina?
Será que seu parceiro ouve e entende o que você diz?
Será que os defeitos dele, que atualmente parecem tão insignificantes, não vão se tornar insuportáveis com o passar do tempo?
Este divertido livro vai ajudar você a responder a essas e a muitas outras perguntas. Com mais de 20 testes e questionários, ele esclarece alguns dos pontos que mais causam desentendimentos entre homens e mulheres, como o sexo, o romantismo, a sogra, a mentira e a falta de comunicação.
Por: Allan Pease e Barbara Pease
O amor companheiro: a amizade, dentro e fora do casamento
Este livro fala sobre a amizade, esse verdadeiro porto seguro da nossa emoção.Para suportar os momentos difíceis e dividir sonhos, a amizade e boa interação do casal é fundamental.
Por: Francisco Daudt da Veiga
Por que os homens mentem e as mulheres choram?
Por que os homens mentem? Por que eles acham que têm de estar sempre com a razão? Por que evitam se comprometer? E as mulheres, por que choram para conseguir o que querem? Por que insistem num assunto até a morte? Este livro é uma preciosa oportunidade para você eliminar um pouco do sofrimento, da angústia e da confusão da sua vida, aprendendo a se mover no labirinto dos relacionamentos e a identificar pistas escorregadias, curvas traiçoeiras e becos sem saída. Não perca a oportunidade de ler mais sobre o sexo oposto, entender suas atitudes e ter relacionamentos saudáveis!
Por: Allan Pease e Barbara Pease
Mulheres que amam demais
Esse assunto já foi tema de novela do Manoel Carlos. Quem não se lembra do papel enlouquecido da Giulia Gam, que por amar demais acabou destruindo seu relacionamento? Muitas mulheres sofrem do mesmo mal, mas só percebem isso tarde demais. A autora, terapeuta de casais, mostra como perceber os comportamentos destrutivos em uma relação e evitá-los.
Por: Robin Norwood
Ele simplesmente não está a fim de você
Sabe por que ele não apareceu naquela noite tão especial? Por que disse que não teve tempo de comprar seu presente de aniversário? Por que não conseguiu um momento vago na agenda para telefonar? Por que inventou aquela desculpa tenebrosa? Por que repetiu tantas vezes que não quer manter um relacionamento sério? Ou que não consegue ser monógamo e por este motivo traiu você? E você, bem, você tem sempre uma desculpa, a pior de todas, na maioria das vezes, para justificar as atitudes dele e o que é mais grave, perdoá-lo.
Por: Greg Behrent, Liz Tuccillo
Do que os homens gostam
As vezes parece que você nunca vai entender a mente dele? Então esse livro é um ótimo começo para desvendar esse misterioso mundo masculino... E você vai se espantar ao ver que é bem mais simples do que imaginamos.
Por: Laura Schlessinger
Como sobreviver à perda de um amor
Seu relacionamento acabou? A pessoa que você ama não corresponde? Esse livro é ideal para você, pois apresenta estratégias simples, úteis e inspiradoras para superar a dor de uma perda. Segundo os autores, ao enfrentar uma perda, o corpo sofre o mesmo processo que num ferimento físico. Precisamos aceitar esse processo, confiar nele e ter certeza de que a dor vai passar e, quando passar, nós seremos mais fortes, felizes, sensíveis e conscientes.
Por: Harold H. Bloomfield, Peter Mcwilliams, Melba Cogrove
Ciúme: o Medo da Perda
Este livro é uma biblia do ciúmes. Se você é ciumenta(o) ou tem um namorado(a) ciumento(a) vale a lida. O ciúmes para muitos é uma representação do amor, porém em excesso é destrutivo. Aprenda como lidar com esse sentimento e as razões de sua existência.
Por: Eduardo Ferreira Santos
Aprendendo a conviver com quem se ama
Os relacionamentos são a experiência mais importante de nossa vida. Nós nos relacionamos o tempo inteiro com a família, com os amigos, com o trabalho e com nós mesmos. Nada nos dá tanta alegria quanto conviver com quem amamos. Mas também não há nada tão complicado e doloroso. Este livro tem o objetivo de nos ajudar a construir relações mais sólidas e harmoniosas.
Por: Neale Donald Walsch
Amores que nos fazem mal
Todas as pessoas deveriam ler esse livro: um guia para "reaprender a amar"! Através de muitos exemplos, a autora nos aproxima muitas vezes de realidades dolorosas, onde o amor é doente. Leitura obrigatória para entender se o seu relacionamento é saudável ou doentio.
Por: Patricia Delahaie
A alquimia do amor e do sexo
Este livro é uma obra sobre o tantra, a sexualidade e a espiritualidade no sentido pleno, de amor sagrado. Muitas vezes nos frustramos no amor justamente por não saber o que de fato esperamos dele. E esse livro nos faz refletir sobre o que de fato esperamos dos relacionamentos amorosos.
Por: Lee Lozowick
Fonte: Portal do Amor
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Cuidando de sua criança interior - Margareth Alves
As crianças têm um potencial inato para serem espontâneas, esperançosas, otimistas. Encantam-se com facilidade, experimentam e criam. São naturalmente orientadas para o prazer e para a vida. Porém, quando feridas em seus afetos e não atendidas nas suas necessidades básicas de amor, atenção, segurança e limites, embutem estes potenciais e crescem contaminadas pelo medo de repetir dores e carências, influenciando na manifestação de suas emoções e no rumo de suas vidas.
Se as emoções forem bloqueadas, por experiências difíceis na infância irão influir negativamente na capacidade e desempenho da inteligência, memória, atenção, na liberdade de sentir naturalmente a vida, na capacidade de amar e de ser mais feliz.
Sendo feridas, as crianças vão desenvolvendo mecanismos de defesa para atenuar a dor e para se adaptarem ao meio em que vivem e crescem, porém, geralmente defendidas. Podem crescer repletas de "vícios", negando a realidade de sofrimento, esquecendo-se da infância, minimizando sentimentos, racionalizando a história. Os vícios tornam-se formas alternativas de sentir-se vivo. Vícios de drogas, de trabalho, de comer muito, de sexo, de ter coisas, de pensar muito, de não dizer não. Vícios de doenças, somatizações, pânicos. Outras formas são transferir o sentir para o outro: é viver através do outro. E finalmente podem se sentir contaminados por uma sensação de vazio, de falta de sentido. Assim se distraem da dor original.
Experiências difíceis, dolorosas de grande duração criam crenças e condicionam reflexos inconscientes a cada ameaça de se repetirem. Assim os adultos, ao interagirem com novas pessoas e novos afetos além dos familiares de origem, podem trazer de volta sensações mal identificadas de sua história e projetá-las em seus relacionamentos atuais. Assim se criarão cenas com máscaras e personagens diferentes da infância porém tendendo a repetí-las quanto ao tema dos dramas pessoais já vividos.
A natureza nos mostra que ao lavarmos uma ferida, brota "sangue novo" que traz fatores adequados para cicatrização. Por isso, primeiramente é preciso "tocar", entrar em contato com a própria história e reconhecer seus sentimentos, ressentimentos e necessidades.
Todos nós fomos crianças, e esta criança não se apagou no esquecimento, a ponto de nunca mais termos notícias dela. A criança continua a viver dentro de nós, afetando positivamente ou não tudo o que fazemos e sentimos.
Cada um de nós carrega em seu íntimo uma eterna criança, uma série de sentimentos e atitudes trazidos da infância que permanecem vivos, não importa o quanto o tempo já tenha passado. Nossa criança interior nos leva a encarar a vida de um modo de certa forma distorcido. Nossa mente racional de adultos dá-nos uma avaliação inteligente da situação, ao passo que a criança interior enxerga as mesmas circunstâncias através do contexto emocional de experiências passadas. A nossa cultura, de forma geral, acredita que deixamos de ser criança e passamos a ser adultos para sempre. Essa ilusão torna difícil para muitas pessoas lidarem com a sua vida emocional. A exigência de nos comportarmos como adultos implica que teríamos que descartar qualquer coisa construída em termos de comportamento infantil.
Para falarmos da criança interior é necessário que partamos do adulto atuante e de todos os seus relacionamentos, dentro do emaranhado de emoções a que nos ligamos no dia-a-dia. Quantas barreiras de intimidade, quantos mecanismos de defesa acionados para podermos viver e tentar nos relacionar? Quantos não são os momentos ou situações em que nos deparamos com atitudes estereotipadas ou exageradas? Que tipo de carências ou situações mal-resolvidas nos impelem a relacionamentos com pessoas erradas? Por que sentimos tanto medo, raiva, culpa, esta confusão de emoções? Em que momento de nossa vida ficou marcada essa fragilidade, esse sentimento de desvalia e rejeição? Em que ruas de nossa vida ficou a criança alegre e destemida que não encontramos mais? Quantas lágrimas estes olhos choraram e quantas represaram que acabaram por envelhecer?
Tantas foram as carências que fizeram com que nos viciássemos em comida, bebida, drogas e em quantos braços não tão propícios fomos aquecer nossa criança ferida. Quantos não foram os momentos em que, apesar das boas aparências, não houve solidão ou depressão? Quantas crianças carentes e desencontradas existem dentro de nós? Em quantos momentos de nossa vida a energia não foi bloqueada? Vários são os momentos de questionamento, ao qual damos o nome de crise existencial. Momentos em que alguma coisa muito importante falta dentro de nós, quando sentimos saudade de algo que parece que conhecemos, mas de que não nos lembramos mais.
Ficamos como que imersos dentro de nós mesmos, buscando achar respostas e soluções através dos outros, vinculamos nossa felicidade e a colocamos em mãos alheias. Por comodidade ou covardia transferimos a responsabilidade da nossa vida para a responsabilidade do outro. E em nome do "amor" e acreditando estar "amando" projetamos todas as nossas carências e necessidades no outro, "vivendo" em função daquilo que possa vir de fora.
Esquecendo que desta forma jamais estaremos resolvidos, pois por mais que o outro nos ame parece não bastar tudo o que ele possa nos ofertar, a necessidade da nossa carência é sempre maior, nossa ânsia de atenção e disponibilidade é inesgotável. Nós, e somente nós mesmos, podemos resgatar nossas emoções mal-resolvidas. Os outros são nossos companheiros de viagem, que podem apontar e partilhar caminho, porém a escolha é sempre nossa. Existem vários companheiros nessa viagem. Essas oportunidades nos aparecem para que possamos reavaliar nossa vida, para que aprendamos novas lições e ampliemos nosso horizonte.
Perceber nossos limites é um caminho importante na busca do auto-conhecimento. Quando de forma questionadora e corajosa tentamos nos redescobrir, percebemos que a maior das nossas respostas se encontram na infância, na forma como fomos recepcionados pelas pessoas. Para que possamos ser adultos mais equilibrados é indispensável conhecermos e reavaliarmos nossa estrutura, percebemos o porquê de nossas reações, de que forma nossos conceitos e preconceitos foram estabelecidos, a fim de atualizarmos nossos valores, sermos capazes de mudar, encher com coisas novas nossa mente e coração, trazendo para nossa mente novos amores, sentimentos e emoções.
Quando nos propomos a nos conhecer e a nos aceitar, quando somos capazes de amar de forma mais plena e profunda, sem posse, sem cobranças, sem nos sentirmos vítimas quando estamos inteiros, corpo, mente e alma, conseguimos respeitar o outro na sua totalidade e particularidade. Somos capazes de perceber em nossos relacionamentos a graça e a espontaneidade da troca, a ternura e a sensualidade do toque, o gostoso de partilhar sem ansiedade e expectativa.
Portanto, ao reescrever nossa história, somos diretores e atores ao mesmo tempo, criadores e responsáveis pelo nosso presente e idealizadores de nosso futuro, podendo buscar tudo isso de forma mais efetiva, acolhendo nossa criança interior.
Para que essa criança maravilhosa, radiante e cheia de amor possa emergir, brincar e se mostrar, é necessário que seja encontrada, amada, valorizada, festejada e protegida. Então, vamos ouvi-la, conhecê-la, e através de nossa vontade desvendar seus medos, ancorar seus traumas, desmistificar seus velhos paradigmas, reaver sua espontaneidade e alegria perdidas, enfim, reescrever sua história original acolhendo neste caminho sua ternura, ingenuidade e sorriso puro. Espelhar novamente o brilho nos olhos, a crença no futuro. Quebrar as correntes que nos amarram ao passado que controlam e que nos tornam controladores.
Devemos ser capazes de mergulhar dentro de nós mesmos procurando atender aos anseios do nosso coração, ser capazes de nos perdoar e de perdoar nossos pais, parentes e amigos, livrando-nos do peso morto de um passado já vivido e do fundo de nós mesmos tomarmos impulso e ressurgir mais sábios de nossos limites, mais tolerantes com nossas carências, mais suaves em nossas crises e críticas. Motivados e motivadores para vivermos o presente de forma plena. Menos intimidados e mais íntimos com nossos verdadeiros sentimentos, aptos a conviver de forma plena e equilibrada com nossa criança interior.
Como anda sua Criança Interior?
Todos nós temos um aspecto criança que é o grande responsável pelo encantamento que sentimos pela vida. Pena que a gente nem sempre dê chance para a nossa criança aparecer. E, às vezes, só enxergamos o seu lado negativo. Marque um encontro com sua criança e descubra como a vida é extraordinária. Criança é sinônimo de espontaneidade e da alegria descuidada que nasce de quem vê a vida com olhos novinhos em folha. Todos nós já fomos crianças, mas talvez poucos se lembrem desta emoção de “descobrir” o mundo extraordinário em que vivemos. Crianças são curiosas, sempre aprendendo e, ao contrário dos adultos, elas imaginam e dizem qualquer coisa – incluindo aquelas reflexões reveladoras que subitamente emprestam um brilho novo à nossa rotina de adultos.
A nossa criança ainda vive em nós, em algum lugar da nossa mente. E é capaz de reencantar nossa vida. No entanto, muitas e muitas vezes, nós nem nos damos conta destas características da criança. Seja porque mantemos uma relação cheia de conflitos, distante ou, até, ressentida, com a criança que nós fomos, seja porque somos tão treinados para ser sempre racionais e sérios, o fato é que largamos nosso lado infantil pelo caminho e esquecemos que a vida também é brincadeira, coisa de criança. Mas em vez de mergulhar na nostalgia ou de querer fazer o tempo parar, que tal fazer um mergulho interior e ver como anda sua Criança Interior?
COMO É SUA CRIANÇA INTERIOR?
O primeiro passo é entrar em contato com essa identidade do seu mundo interior, esse aspecto interno importante para o seu desenvolvimento humano. Se você não se lembra muito bem de como era quando criança, olhe fotografias de quando você tinha ao redor de cinco anos e pergunte-se:
Como você se sentia?
Como você imagina que sentia o seu corpo? Como se sentia quando ficava triste? E alegre?
Quais eram seus amigos?
Como se sentia em sua casa?
Como a vida parecia naquela época?”
O segundo passo é integrar este aspecto seu, tornando-o harmonioso com a pessoa que você é hoje. Uma das formas de promover este “encontro” é fazer uma visualização, um dos recursos mais utilizados em diversos tipos de terapia para facilitar mudanças nos nossos padrões de comportamento e que você pode fazer, mesmo sozinho.
Como a gente reconhece em nós as manifestações da Criança Interior?
Na verdade, a nossa Criança Interior manifesta-se em nosso comportamento através de qualidades infantis, como por exemplo a curiosidade. As crianças são naturalmente curiosas. Começamos a envelhecer quando deixamos de ter curiosidade pela vida. Já vimos tudo, já sabemos tudo, já aprendemos tudo. A espontaneidade é outra forma de checar se nossa criança interior está saudável. Outra, ainda, é a alegria que nos mantém saudavelmente infantis.
Por que é importante cuidar deste aspecto da nossa personalidade?
Cuidar da nossa Criança Interior é uma forma de celebrar a vida dentro de nós. Desde que o mundo não maltrate demais a criança, ela é um exemplo de energia e de movimento, sinônimos de vida.
O que acontece com gente que negligencia este "aspecto" de si próprio?
A gente adoece, se torna amarga, envelhecida antes do tempo. É assim que se pode reconhecer alguém que não cuidou da sua Criança Interior. Da mesma forma, pessoas que se sentem bem na vida e com os outros, que conseguem encontrar alegria no seu cotidiano, que acolhem o mundo com entusiasmo e sem rabugice, estas estão em paz com sua Criança Interior.
Como é possível honrar esta Criança em nós?
O grego Heráclito, considerado o pai da filosofia ocidental, dizia que ninguém pode se banhar duas vezes nas águas de um mesmo rio. Com isso, ele enfatizava que a vida, no seu movimento constante, obriga a gente – assim com o rio – à eterna renovação. Mas não podemos esquecer que o rio num determinado momento é também a soma de tudo ele vem trazendo desde o seu nascimento, lá no topo de alguma montanha. Nós também só podemos nos considerar inteiros se consideramos tudo o que já fomos, tudo o que já vivemos. Respeitar o nosso lado infantil é uma homenagem que devemos fazer a nós mesmos todos os dias.
O problema é que a criança também adoece nas lidas da vida. Cabe a nós cuidarmos para que ela se livre das tristezas e do sofrimento. Por isso é bom visualizarmos a nós mesmo crianças naqueles momentos difíceis da infância. Nessas imagens devemos nos “ver” enxugando nossas lágrimas, nos acariciando e nos dando colo. A gente (já grande) curando a criança triste de um determinado momento. Estas visualizações fazem um grande bem.
Como a gente pode ajudar os filhos a aprenderem a cuidar da sua Criança?
Mostrando que cumprir os deveres e fazer a coisa certa não deve impedi-los de rir sem motivo, pular quando estão alegres, dançar quando tiverem vontade. Enfim, quando ensinamos nossos filhos a cultivar a própria liberdade estamos ajudando-os a cultivar a criança feliz, que é livre espontânea e alegre.
Temos que mostrar para os filhos o nosso lado infantil. Deixar que eles nos chamem de bobos e curtir as nossas próprias bobagens diante deles. Cantar, brincar e dançar junto, como eles fazem com os amigos deles, é uma boa maneira de mostrar o nosso lado infantil. Desde que esses momentos sejam vividos com espontaneidade e verdade só servem para nos aproximar filhos e pais.
E como podemos atrapalhar este processo?
Quando confundimos responsabilidade com cara feia e ensinamos às crianças, por exemplo, a ver o trabalho como um peso e cumprimento do dever como uma coisa chata.
Quais são os aspectos sombrios da Criança Interior?
A falta de afeto, a ausência de limites, a tristeza, o medo, o cerceamento da liberdade e da expressão. Esses são lados sombrios que tornam a criança doente e podem nos atrapalhar na vida adulta. Por isso, precisamos descobri-los para encontrar as formas adequadas de afastá-los de nossas vidas.
Como vai seu lado Criança?
Podemos começar cedo a brigar pela nossa individualidade, como podemos também nos encolher e aceitar sem contestações tudo que é dito pela mãe, pelo pai, pelos adultos que sabem das coisas. Se, em crianças fomos vítimas de repressões excessivas, passamos o resto da vida achando que “nunca fazemos nada direito mesmo”.
Por outro lado, as crianças vítimas da falta de limites, crescem acreditando que tudo é permitido, são inseguras e eternamente insatisfeitas. Mas antes que jogar a culpa de todos os nossos sucessos ou de nossos fracassos nos nossos pais, é sempre bom lembrar que pais inadequados nem sempre conseguem impedir seus filhos de trilharem o caminho da felicidade. Do mesmo modo, pais competentes também não conseguem garantir que seus filhos se tornem adultos bem-sucedidos emocionalmente.
O que garante a aquisição desse status é a nossa capacidade de lidar com aquela criança que, forjada lá pelos três, quatro ou cinco anos de idade, continua, hoje, dentro de nós influenciando e mesmo determinando nossos pensamentos, crenças e ações. Saber o que ela sofre, o que deseja, o que sente é nossa obrigação de adultos interessados no próprio crescimento.
EXERCÍCIO DE VISUALIZAÇÃO:
ACOLHENDO A CRIANÇA QUE VOCÊ FOI
O objetivo desta visualização é tornar mais real essa parte resgatada da sua personalidade. Praticar a visualização pode beneficiar e muito sua autoconfiança, seu auto-respeito, além de aumentar seu senso de totalidade. Em cada adulto mora uma criança, aquela parte da personalidade humana que deseja se desenvolver e tornar-se inteira”.
Coloque-se numa posição bem cômoda e relaxe totalmente. Feche os olhos. Se sentir que há algum medo, distração ou entrave emocional incomodando-o, trate de tirá-los do caminho: visualize uma caixa e deposite todos eles dentro da caixa. Depois, com serenidade, deixe-os irem embora.
Se perceber algum incômodo físico, solte-se para não se distrair. Vá tomando consciência das batidas de seu coração, de sua respiração. A cada batida, a cada respiração, sinta-se mais próximo de você mesmo.
Pergunte a criança: “Do que é que eu mais necessito neste momento”. Ouça com atenção o que ela diz! Veja a sua criança. A criança é claramente você, mais ou menos aos cinco anos de idade. Olhe para ela e reconheça-se nela quando tinha aquela idade.
Estenda a mão para essa criança. Dê-lhe as boas-vindas. Fale com ela. Pergunte como vai e conte a ela como você vai. Enquanto conversam, a criança aconchega-se no seu colo. Agora, diga a esse menino (ou a essa menina) como vai fazer para assegurar-lhe que a partir de agora ele seja escutado e valorizado. Tenha uma conversa com essa criança. Ela está agora sentada em seu colo. Abrace-a, tranqüilize-a. Dê-lhe amor. Fale com ela com carinho.
Logo que visualizar isto, vá se preparando para "acordar" e volte. Abra os olhos lentamente. Bem devagar, vá tomando consciência de onde você está. Sem pressa, sinta seu corpo, mexa-se. Agradeça por este encontro.
Se as emoções forem bloqueadas, por experiências difíceis na infância irão influir negativamente na capacidade e desempenho da inteligência, memória, atenção, na liberdade de sentir naturalmente a vida, na capacidade de amar e de ser mais feliz.
Sendo feridas, as crianças vão desenvolvendo mecanismos de defesa para atenuar a dor e para se adaptarem ao meio em que vivem e crescem, porém, geralmente defendidas. Podem crescer repletas de "vícios", negando a realidade de sofrimento, esquecendo-se da infância, minimizando sentimentos, racionalizando a história. Os vícios tornam-se formas alternativas de sentir-se vivo. Vícios de drogas, de trabalho, de comer muito, de sexo, de ter coisas, de pensar muito, de não dizer não. Vícios de doenças, somatizações, pânicos. Outras formas são transferir o sentir para o outro: é viver através do outro. E finalmente podem se sentir contaminados por uma sensação de vazio, de falta de sentido. Assim se distraem da dor original.
Experiências difíceis, dolorosas de grande duração criam crenças e condicionam reflexos inconscientes a cada ameaça de se repetirem. Assim os adultos, ao interagirem com novas pessoas e novos afetos além dos familiares de origem, podem trazer de volta sensações mal identificadas de sua história e projetá-las em seus relacionamentos atuais. Assim se criarão cenas com máscaras e personagens diferentes da infância porém tendendo a repetí-las quanto ao tema dos dramas pessoais já vividos.
A natureza nos mostra que ao lavarmos uma ferida, brota "sangue novo" que traz fatores adequados para cicatrização. Por isso, primeiramente é preciso "tocar", entrar em contato com a própria história e reconhecer seus sentimentos, ressentimentos e necessidades.
Todos nós fomos crianças, e esta criança não se apagou no esquecimento, a ponto de nunca mais termos notícias dela. A criança continua a viver dentro de nós, afetando positivamente ou não tudo o que fazemos e sentimos.
Cada um de nós carrega em seu íntimo uma eterna criança, uma série de sentimentos e atitudes trazidos da infância que permanecem vivos, não importa o quanto o tempo já tenha passado. Nossa criança interior nos leva a encarar a vida de um modo de certa forma distorcido. Nossa mente racional de adultos dá-nos uma avaliação inteligente da situação, ao passo que a criança interior enxerga as mesmas circunstâncias através do contexto emocional de experiências passadas. A nossa cultura, de forma geral, acredita que deixamos de ser criança e passamos a ser adultos para sempre. Essa ilusão torna difícil para muitas pessoas lidarem com a sua vida emocional. A exigência de nos comportarmos como adultos implica que teríamos que descartar qualquer coisa construída em termos de comportamento infantil.
Para falarmos da criança interior é necessário que partamos do adulto atuante e de todos os seus relacionamentos, dentro do emaranhado de emoções a que nos ligamos no dia-a-dia. Quantas barreiras de intimidade, quantos mecanismos de defesa acionados para podermos viver e tentar nos relacionar? Quantos não são os momentos ou situações em que nos deparamos com atitudes estereotipadas ou exageradas? Que tipo de carências ou situações mal-resolvidas nos impelem a relacionamentos com pessoas erradas? Por que sentimos tanto medo, raiva, culpa, esta confusão de emoções? Em que momento de nossa vida ficou marcada essa fragilidade, esse sentimento de desvalia e rejeição? Em que ruas de nossa vida ficou a criança alegre e destemida que não encontramos mais? Quantas lágrimas estes olhos choraram e quantas represaram que acabaram por envelhecer?
Tantas foram as carências que fizeram com que nos viciássemos em comida, bebida, drogas e em quantos braços não tão propícios fomos aquecer nossa criança ferida. Quantos não foram os momentos em que, apesar das boas aparências, não houve solidão ou depressão? Quantas crianças carentes e desencontradas existem dentro de nós? Em quantos momentos de nossa vida a energia não foi bloqueada? Vários são os momentos de questionamento, ao qual damos o nome de crise existencial. Momentos em que alguma coisa muito importante falta dentro de nós, quando sentimos saudade de algo que parece que conhecemos, mas de que não nos lembramos mais.
Ficamos como que imersos dentro de nós mesmos, buscando achar respostas e soluções através dos outros, vinculamos nossa felicidade e a colocamos em mãos alheias. Por comodidade ou covardia transferimos a responsabilidade da nossa vida para a responsabilidade do outro. E em nome do "amor" e acreditando estar "amando" projetamos todas as nossas carências e necessidades no outro, "vivendo" em função daquilo que possa vir de fora.
Esquecendo que desta forma jamais estaremos resolvidos, pois por mais que o outro nos ame parece não bastar tudo o que ele possa nos ofertar, a necessidade da nossa carência é sempre maior, nossa ânsia de atenção e disponibilidade é inesgotável. Nós, e somente nós mesmos, podemos resgatar nossas emoções mal-resolvidas. Os outros são nossos companheiros de viagem, que podem apontar e partilhar caminho, porém a escolha é sempre nossa. Existem vários companheiros nessa viagem. Essas oportunidades nos aparecem para que possamos reavaliar nossa vida, para que aprendamos novas lições e ampliemos nosso horizonte.
Perceber nossos limites é um caminho importante na busca do auto-conhecimento. Quando de forma questionadora e corajosa tentamos nos redescobrir, percebemos que a maior das nossas respostas se encontram na infância, na forma como fomos recepcionados pelas pessoas. Para que possamos ser adultos mais equilibrados é indispensável conhecermos e reavaliarmos nossa estrutura, percebemos o porquê de nossas reações, de que forma nossos conceitos e preconceitos foram estabelecidos, a fim de atualizarmos nossos valores, sermos capazes de mudar, encher com coisas novas nossa mente e coração, trazendo para nossa mente novos amores, sentimentos e emoções.
Quando nos propomos a nos conhecer e a nos aceitar, quando somos capazes de amar de forma mais plena e profunda, sem posse, sem cobranças, sem nos sentirmos vítimas quando estamos inteiros, corpo, mente e alma, conseguimos respeitar o outro na sua totalidade e particularidade. Somos capazes de perceber em nossos relacionamentos a graça e a espontaneidade da troca, a ternura e a sensualidade do toque, o gostoso de partilhar sem ansiedade e expectativa.
Portanto, ao reescrever nossa história, somos diretores e atores ao mesmo tempo, criadores e responsáveis pelo nosso presente e idealizadores de nosso futuro, podendo buscar tudo isso de forma mais efetiva, acolhendo nossa criança interior.
Para que essa criança maravilhosa, radiante e cheia de amor possa emergir, brincar e se mostrar, é necessário que seja encontrada, amada, valorizada, festejada e protegida. Então, vamos ouvi-la, conhecê-la, e através de nossa vontade desvendar seus medos, ancorar seus traumas, desmistificar seus velhos paradigmas, reaver sua espontaneidade e alegria perdidas, enfim, reescrever sua história original acolhendo neste caminho sua ternura, ingenuidade e sorriso puro. Espelhar novamente o brilho nos olhos, a crença no futuro. Quebrar as correntes que nos amarram ao passado que controlam e que nos tornam controladores.
Devemos ser capazes de mergulhar dentro de nós mesmos procurando atender aos anseios do nosso coração, ser capazes de nos perdoar e de perdoar nossos pais, parentes e amigos, livrando-nos do peso morto de um passado já vivido e do fundo de nós mesmos tomarmos impulso e ressurgir mais sábios de nossos limites, mais tolerantes com nossas carências, mais suaves em nossas crises e críticas. Motivados e motivadores para vivermos o presente de forma plena. Menos intimidados e mais íntimos com nossos verdadeiros sentimentos, aptos a conviver de forma plena e equilibrada com nossa criança interior.
Como anda sua Criança Interior?
Todos nós temos um aspecto criança que é o grande responsável pelo encantamento que sentimos pela vida. Pena que a gente nem sempre dê chance para a nossa criança aparecer. E, às vezes, só enxergamos o seu lado negativo. Marque um encontro com sua criança e descubra como a vida é extraordinária. Criança é sinônimo de espontaneidade e da alegria descuidada que nasce de quem vê a vida com olhos novinhos em folha. Todos nós já fomos crianças, mas talvez poucos se lembrem desta emoção de “descobrir” o mundo extraordinário em que vivemos. Crianças são curiosas, sempre aprendendo e, ao contrário dos adultos, elas imaginam e dizem qualquer coisa – incluindo aquelas reflexões reveladoras que subitamente emprestam um brilho novo à nossa rotina de adultos.
A nossa criança ainda vive em nós, em algum lugar da nossa mente. E é capaz de reencantar nossa vida. No entanto, muitas e muitas vezes, nós nem nos damos conta destas características da criança. Seja porque mantemos uma relação cheia de conflitos, distante ou, até, ressentida, com a criança que nós fomos, seja porque somos tão treinados para ser sempre racionais e sérios, o fato é que largamos nosso lado infantil pelo caminho e esquecemos que a vida também é brincadeira, coisa de criança. Mas em vez de mergulhar na nostalgia ou de querer fazer o tempo parar, que tal fazer um mergulho interior e ver como anda sua Criança Interior?
COMO É SUA CRIANÇA INTERIOR?
O primeiro passo é entrar em contato com essa identidade do seu mundo interior, esse aspecto interno importante para o seu desenvolvimento humano. Se você não se lembra muito bem de como era quando criança, olhe fotografias de quando você tinha ao redor de cinco anos e pergunte-se:
Como você se sentia?
Como você imagina que sentia o seu corpo? Como se sentia quando ficava triste? E alegre?
Quais eram seus amigos?
Como se sentia em sua casa?
Como a vida parecia naquela época?”
O segundo passo é integrar este aspecto seu, tornando-o harmonioso com a pessoa que você é hoje. Uma das formas de promover este “encontro” é fazer uma visualização, um dos recursos mais utilizados em diversos tipos de terapia para facilitar mudanças nos nossos padrões de comportamento e que você pode fazer, mesmo sozinho.
Como a gente reconhece em nós as manifestações da Criança Interior?
Na verdade, a nossa Criança Interior manifesta-se em nosso comportamento através de qualidades infantis, como por exemplo a curiosidade. As crianças são naturalmente curiosas. Começamos a envelhecer quando deixamos de ter curiosidade pela vida. Já vimos tudo, já sabemos tudo, já aprendemos tudo. A espontaneidade é outra forma de checar se nossa criança interior está saudável. Outra, ainda, é a alegria que nos mantém saudavelmente infantis.
Por que é importante cuidar deste aspecto da nossa personalidade?
Cuidar da nossa Criança Interior é uma forma de celebrar a vida dentro de nós. Desde que o mundo não maltrate demais a criança, ela é um exemplo de energia e de movimento, sinônimos de vida.
O que acontece com gente que negligencia este "aspecto" de si próprio?
A gente adoece, se torna amarga, envelhecida antes do tempo. É assim que se pode reconhecer alguém que não cuidou da sua Criança Interior. Da mesma forma, pessoas que se sentem bem na vida e com os outros, que conseguem encontrar alegria no seu cotidiano, que acolhem o mundo com entusiasmo e sem rabugice, estas estão em paz com sua Criança Interior.
Como é possível honrar esta Criança em nós?
O grego Heráclito, considerado o pai da filosofia ocidental, dizia que ninguém pode se banhar duas vezes nas águas de um mesmo rio. Com isso, ele enfatizava que a vida, no seu movimento constante, obriga a gente – assim com o rio – à eterna renovação. Mas não podemos esquecer que o rio num determinado momento é também a soma de tudo ele vem trazendo desde o seu nascimento, lá no topo de alguma montanha. Nós também só podemos nos considerar inteiros se consideramos tudo o que já fomos, tudo o que já vivemos. Respeitar o nosso lado infantil é uma homenagem que devemos fazer a nós mesmos todos os dias.
O problema é que a criança também adoece nas lidas da vida. Cabe a nós cuidarmos para que ela se livre das tristezas e do sofrimento. Por isso é bom visualizarmos a nós mesmo crianças naqueles momentos difíceis da infância. Nessas imagens devemos nos “ver” enxugando nossas lágrimas, nos acariciando e nos dando colo. A gente (já grande) curando a criança triste de um determinado momento. Estas visualizações fazem um grande bem.
Como a gente pode ajudar os filhos a aprenderem a cuidar da sua Criança?
Mostrando que cumprir os deveres e fazer a coisa certa não deve impedi-los de rir sem motivo, pular quando estão alegres, dançar quando tiverem vontade. Enfim, quando ensinamos nossos filhos a cultivar a própria liberdade estamos ajudando-os a cultivar a criança feliz, que é livre espontânea e alegre.
Temos que mostrar para os filhos o nosso lado infantil. Deixar que eles nos chamem de bobos e curtir as nossas próprias bobagens diante deles. Cantar, brincar e dançar junto, como eles fazem com os amigos deles, é uma boa maneira de mostrar o nosso lado infantil. Desde que esses momentos sejam vividos com espontaneidade e verdade só servem para nos aproximar filhos e pais.
E como podemos atrapalhar este processo?
Quando confundimos responsabilidade com cara feia e ensinamos às crianças, por exemplo, a ver o trabalho como um peso e cumprimento do dever como uma coisa chata.
Quais são os aspectos sombrios da Criança Interior?
A falta de afeto, a ausência de limites, a tristeza, o medo, o cerceamento da liberdade e da expressão. Esses são lados sombrios que tornam a criança doente e podem nos atrapalhar na vida adulta. Por isso, precisamos descobri-los para encontrar as formas adequadas de afastá-los de nossas vidas.
Como vai seu lado Criança?
Podemos começar cedo a brigar pela nossa individualidade, como podemos também nos encolher e aceitar sem contestações tudo que é dito pela mãe, pelo pai, pelos adultos que sabem das coisas. Se, em crianças fomos vítimas de repressões excessivas, passamos o resto da vida achando que “nunca fazemos nada direito mesmo”.
Por outro lado, as crianças vítimas da falta de limites, crescem acreditando que tudo é permitido, são inseguras e eternamente insatisfeitas. Mas antes que jogar a culpa de todos os nossos sucessos ou de nossos fracassos nos nossos pais, é sempre bom lembrar que pais inadequados nem sempre conseguem impedir seus filhos de trilharem o caminho da felicidade. Do mesmo modo, pais competentes também não conseguem garantir que seus filhos se tornem adultos bem-sucedidos emocionalmente.
O que garante a aquisição desse status é a nossa capacidade de lidar com aquela criança que, forjada lá pelos três, quatro ou cinco anos de idade, continua, hoje, dentro de nós influenciando e mesmo determinando nossos pensamentos, crenças e ações. Saber o que ela sofre, o que deseja, o que sente é nossa obrigação de adultos interessados no próprio crescimento.
EXERCÍCIO DE VISUALIZAÇÃO:
ACOLHENDO A CRIANÇA QUE VOCÊ FOI
O objetivo desta visualização é tornar mais real essa parte resgatada da sua personalidade. Praticar a visualização pode beneficiar e muito sua autoconfiança, seu auto-respeito, além de aumentar seu senso de totalidade. Em cada adulto mora uma criança, aquela parte da personalidade humana que deseja se desenvolver e tornar-se inteira”.
Coloque-se numa posição bem cômoda e relaxe totalmente. Feche os olhos. Se sentir que há algum medo, distração ou entrave emocional incomodando-o, trate de tirá-los do caminho: visualize uma caixa e deposite todos eles dentro da caixa. Depois, com serenidade, deixe-os irem embora.
Se perceber algum incômodo físico, solte-se para não se distrair. Vá tomando consciência das batidas de seu coração, de sua respiração. A cada batida, a cada respiração, sinta-se mais próximo de você mesmo.
Pergunte a criança: “Do que é que eu mais necessito neste momento”. Ouça com atenção o que ela diz! Veja a sua criança. A criança é claramente você, mais ou menos aos cinco anos de idade. Olhe para ela e reconheça-se nela quando tinha aquela idade.
Estenda a mão para essa criança. Dê-lhe as boas-vindas. Fale com ela. Pergunte como vai e conte a ela como você vai. Enquanto conversam, a criança aconchega-se no seu colo. Agora, diga a esse menino (ou a essa menina) como vai fazer para assegurar-lhe que a partir de agora ele seja escutado e valorizado. Tenha uma conversa com essa criança. Ela está agora sentada em seu colo. Abrace-a, tranqüilize-a. Dê-lhe amor. Fale com ela com carinho.
Logo que visualizar isto, vá se preparando para "acordar" e volte. Abra os olhos lentamente. Bem devagar, vá tomando consciência de onde você está. Sem pressa, sinta seu corpo, mexa-se. Agradeça por este encontro.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Resenha do liivro "As Cinco Linguagens do Amor"
Resenha: As Cinco Linguagens do Amor
O autor descreve cinco linguagens do amor. Você vai aprender a identificar a sua e de tantas outras pessoas que são importantes em seus relacionamentos. Isto trará uma nova visão. Você entenderá porque dá tanta importância para algumas atitudes e os outros muitas vezes dão para outras. Por que me incomodo com algumas coisas e as pessoas não percebem e porque muitas vezes tento agradar as pessoas com a minha linguagem mas não obtenho êxito porque a linguagem do outro pode ser diferente.
Do que se trata este livro? Homens e mulheres não falam a mesma língua? Não. Além disso existem formas diferentes de comunicação entre os casais. Será que o amor acaba depois do casamento? Pessoas solteiras, casadas e divorciadas parecem buscar esta resposta. Manter o amor vivo no casamento é um assunto muito sério. Existem livros que falam sobre 100 formas de expressar o amor. Alguns casais tentam umas 3 estratégias e as outras 97? As pessoas precisam entender que falam linguagens diferentes. Sabemos uma língua, por exemplo português, mas podemos aprender outras. Porque ao encontrarmos alguém que fale uma língua diferente da nossa, se não soubermos outra, a comunicação ficará limitada. Não importa o quanto você domina o português, se o seu parceiro só falar em inglês, ele não entenderá uma palavra do que você fala. É raro o casal que tenha a mesma linguagem. Se você se identificar e aprender a falar a primeira linguagem de amor de seu parceiro fará toda a diferença.
Esta questão da comunicação também está ligada a nossa infância. As crianças que não se sentiram amadas por seus pais, nem por amigos, desenvolverão uma linguagem distorcida, que apresentará falhas, como alguém que não aprende gramática de forma correta.
Sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. Existe algo, que se chama “Tanque do Amor”, é como um tanque emocional e o de cada um de nós pode estar cheio, vazio, meio cheio, meio vazio. Depende do que recebemos nas relações desde a infância. E o detalhe é que pode acontecer de nossos pais nos darem atenção e afeto numa linguagem que não era a nossa principal, então parece que o tanque permanece vazio. É preciso que os pais identifiquem qual é a linguagem entre eles como casal e qual é a de cada filho.
A paixão que envolve duas pessoas, aquela adrenalina, aquele frisson dura até 2 anos. Muitas vezes se torna um sentimento obssessivo, aprisionante. É quando um dos parceiros faz do outro seu refém emocional. Quando o casal consegue ultrapassar o sentimento da paixão, e não se sentem perdendo algo, porque o sentimento amadureceu, estas pessoas serão capazes de viver o amor como algo bom. Experimentarão um sentimento maduro, mais calmo e muito profundo. Quando o tanque de amor do seu parceiro está cheio e ele se sente seguro de seu amor, as coisas fluem. Se o tanque está vazio e ele se sente usado e não amado, o mundo todo parece escuro, vazio e sem esperança. Vamos ver quais são as 5 linguagens do amor.
PRIMEIRA LINGUAGEM - PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO
Palavras que edificam, elogios e palavras de admiração são poderosos comunicadores do amor.
-você ficou elegante!
-você está ótima com este vestido!
-ninguém faz este prato como você.
-obrigada por me ajudar lavar a louça.
-você é uma ótima mãe.
-como me sinto orgulhosa de como você é responsável no seu trabalho.
Reforce o que ele(a) faz de bom. Isto tem muito mais poder do que criticar o que ele(a) não faz ou faz errado segundo a sua visão. O elogio não deve ter um tom de bajulação. Se a pessoa que receber não sentir que o comentário é sincero o efeito será negativo.
Talvez seu parceiro tenha um dom que esteja adormecido. Ele(a) está aguardando suas palavras. Ao reconhecer que o talento existe a pessoa se encoraja a colocá-lo em prática. Pode ser um dom na música, de falar bem, escrever, cozinhar. Outra situação é quando, por exemplo, alguém que precisa de dieta ou precisa aprender a dirigir. Não pressione. Os casais devem procurar saber o que é importante para o outro e ajudá-lo em suas inseguranças. Ver o mundo com seus olhos. Criar estratégias para apoiar o parceiro naquilo que ele precisa ser motivado.
Entre os casais encontramos parceiros muito amorosos e parceiro competitivos. Entre os amorosos, o elogio é algo que acontece naturalmente de forma espontânea. Mas entre os competitivos, isto não acontece. Se vive uma guerra. O casal sofre e os filhos também. Os casais competitivos procuram apontar as falhas, usam as fragilidades num movimento de destruir o outro.
Palavras humildes: Quando dou ordem me coloco acima do outro. Me coloco como pai/mãe e não como marido/mulher. No casamento deveríamos ser iguais. Adultos. Mas nem sempre é assim. Às vezes um dos dois, ou os dois se comporta como uma criança. Tem alguém que dá demais e se sobrecarrega, enquanto o outro dá de menos. Palavras humildes significam pedidos. Pedidos são afirmações da habilidade do outro.
Exemplo:
-poderia fazer para mim aquela torta que tanto gosto? Eu ficaria feliz.
-você pode limpar o telhado da nossa casa? Fico preocupada da calha entupir.
-você pode me ajudar a cuidar das crianças hoje à noite? Eles gostam quando você brinca com eles.
Dessa forma o parceiro pode atender o pedido ou não. Ele vai analisar e tomar uma decisão.
Intimações: não funcionam. O parceiro pode até obedecer por medo, culpa, pressão ou irritação mas não por amor ou consciência de que aquela atitude é importante.
Fazer elogios na ausência do parceiro: Seja sincero e o elogie para os outros. Reforce o que o parceiro faz que torna sua vida melhor na presença dele.
SEGUNDA LINGUAGEM - TEMPO DE QUALIDADE
“Ele é um bom provedor, mas nunca tem tempo para nós. O que adianta a casa nova, o carro novo se não aproveitamos juntos?”
Tempo de qualidade significa dedicar a seu parceiro sua atenção. Não é só sentar no sofá e assistir TV. Tempo de qualidade é conversar juntos. É o olho no olho. Passear juntos. Observem nos restaurantes como os casais se comportam. Claramente podemos identificar os casais que fazem daquele momento um tempo prazeroso dos que transformam aqueles minutos em obrigação. O tempo de qualidade pode ser 15 minutos, que você se dedica só a ele(a). É um poderoso comunicador emocional. É preciso ter atividades em comum. Se não houver dedicação o tanque emocional ficará vazio.
Faça uma lista do que você acha que a pessoa gostaria de fazer junto com você:
-viajar
-almoçar só com ele(a)
-babá para ficar com as crianças
-chegar em casa e contar sobre o seu dia
-ouvir com interesse
-ficar com os filhos e dar atenção a eles
-férias com a família
-caminhar juntos
-etc
Coloque em prática um tópico por semana. E isto não afetará sua carreira profissional. Algumas pessoas em seu momento de lazer ficam na internet ou só pensam no trabalho. Cuide para que este momento seja realmente para descansar, descarregar sua tensão e repor sua energia.
Estar junto não significa só estar próximo no mesmo espaço físico. Significa presença com qualidade. Você dá o que você tem de melhor para o outro.
Conversas com qualidade: Ouvimos com interesse. Dividimos nossos sentimentos.
Quando uma pessoa me conta algo, não preciso resolver ou achar uma solução. Mas ouço com atenção.
-olho no olho.
-não faço outra coisa enquanto a pessoa fala.
-escuto com atenção.
-observo a linguagem corporal.
-evito interrupções.
Aprendendo a falar. Muitas pessoas vem de lares onde a expressão de sentimentos e pensamentos não foi encorajada, mas sim condenada.
Acostume-se a perceber seus sentimentos pelo menos 3 vezes por dia. É um treino. Muitas pessoas quando são questionadas: O que você está sentindo? Respondem: Nada. Estou “normal”. Mas como é estar normal?
TERCEIRA LINGUAGEM – PRESENTES
É algo concreto que você ganha e diz: ele(a) pensou em mim. Antes de comprar, lembramos da pessoa. O objeto em si é um símbolo deste pensamento. Quando um filho dá uma flor para sua mãe, não importa o custo, o valor. Os filhos se sentem inclinados a presentear seus pais com seus desenhos. O presente é um símbolo visual do amor. Existem presentes de todos os tamanhos e formatos. Caros e baratos. Para aqueles que esta for a primeira linguagem, o preço não importa. Podem ser comprados, achados ou elaborados. Apanhar uma flor, cartões que você mesmo pode fazer e escrever. Algumas pessoas falam que não sabem dar presentes. Tente se lembrar do que seu parceiro já gostou de receber . Agora se ele critica os presentes que recebe, esta não é a primeira linguagem de amor dele(a).
Presentes x Dinheiro: se você não se importa em gastar não terá dificuldade em comprar presentes. Mas é preciso gastar e poupar com sabedoria.
Outra situação freqüente: quantas mulheres ganharam seus bebês e ficaram sozinhas porque seus maridos estavam fazendo outra coisa. Em casos assim não há presentes, flores que substituam a presença do marido. Isto também vale para situações de velório, enterro, doenças. Sua presença em tempo de crise é o MAIOR presente.
Lembre-se o presente não é para você. Então não compre algo que você gostaria de ganhar para dar para a outra pessoa. Pense em como é esta pessoa, o que a faria feliz, como ela se veste, como ela é e aí use sua imaginação. Seja criativo acima de tudo.
Sugestões de presentes:
-flores com cartão
-um jantar especial de surpresa
-uma caixa do chocolate preferido com cartão
-roupa, sapato mas você precisa estar atento para o número dela(e)
-etc
Antes de comprar, lembramos da pessoa. O objetivo em si é um símbolo deste pensamento.
QUARTA LINGUAGEM – ATOS DE SERVIÇO
Cozinhar, mesa arrumada, lavar a louça, organizar a roupa, passar aspirador, levar o lixo para fora, cuidar das crianças, trocar fraldas, cortar a grama, cuidar do jardim, cuidar dos animais, etc...
Atos de serviço é tudo aquilo que seu parceiro gostaria que você fizesse.
Pensar, planejar e executar.
Exercício: Às vezes as pessoas podem até fazer coisas que acreditam que agradará o outro, mas isto não acontece. Por que não é exatamente o que a pessoa quer. Então.........Faça uma lista do que eu estou disposto a fazer “ATOS DE SERVIÇO” para agradar o parceiro. Mostro a lista para ele(a) e leio a que ele(a) escreveu. E confirmamos as tarefas que de fato são importantes.
O que se faz no namoro não é garantia que continuará depois de casados. A paixão faz com que as pessoas ajam de um modo. Apaixonados fazem tudo para agradar o outro, são cuidadosos, detalhistas, abrem mão de coisas que são importantes em prol da relação, surpreendem. Depois que a paixão passa, as pessoas costumam seguir segundo o modelo que aprenderam com seus pais. É um ciclo de repetição que pode ser quebrado, através da conscientização que esta repetição não traz um bom efeito para a relação. Vocês poderão construir uma nova forma de se relacionar através de informações e conhecimento. Aprimorar o que aprenderam com seu pais, com amor.
O amor é uma decisão. E não deve ser coagido. Quando o casal decide fazer pedidos em vez de cobranças, a relação muda de rumo.
Observe que as críticas que são feitas nos relacionamentos dão pistas sobre a linguagem do amor dele(a). As queixas que mais se repetem é aquilo que a pessoa mais sente falta. E o que são os temas destas reclamações? Elogios, presentes, toque físico, tempo de qualidade, atos de serviço? Esta é uma grande dica: fique atento e saberá por onde começar.
Algumas mulheres dizem: “Eu sirvo meu marido a tantos anos e ele me ignora, me maltrata, me humilha.” Quando os homens tratam suas mulheres como capachos, excluem a possibilidade de serem amados por esta mulher. Ela seguirá fazendo o que aprendeu, que para ela seria sua função: servi-lo............mas seu coração estará magoado e ressentido.
Hoje não basta apenas trabalhar fora, ser o homem provedor. É importante quebrar estereótipos – “Homens não fazem isso!” Esta frase é preconceituosa. Provavelmente originada de um mundo machista em que vivemos. Homem não lava louça, homem não cozinha, não cuida de crianças e assim por diante. É preciso quebrar estes paradigmas. Os homens podem ajudar suas esposas e filhos, mesmo que não tenha presenciado seu próprio pai fazendo tarefas de casa. Participar nestas atividades ajudando sua esposa a fará se sentir amada, valorizada e respeitada. Isto trará mais proximidade e intimidade entre vocês.
QUINTA LINGUAGEM – TOQUE FÍSICO
Os bebês que são carregados no colo desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são criados sem contato físico. Apanhar é difícil para qualquer criança, mas para aquelas que tem o toque como primeira linguagem é ainda pior. Um abraço para quem tem esta linguagem como a primeira vale muito. Algumas pessoas insistem em tocar seu parceiro como gostariam de ser tocados. Isto pode não dar certo. Você terá mais sucesso se perguntar o que o outro quer e usar a sua criatividade. Os homens muitas vezes se sentem embaraçados em ser espontâneos com suas esposas. E as mulheres? Se elas estiverem magoadas este canal se bloqueia automaticamente. É preciso rever esta característica feminina. Será que tenho que esperar falar tudo que quero, resolver para depois me aproximar corporalmente? Ou posso agradar o parceiro para que depois, com uma situação mais receptiva, abra um espaço para conversar sem a posição de defensiva?
Sugestões de TOQUES FÍSICOS:
-carinho
-sentar junto no sofá
-tocar levemente no corpo do outro quando passar perto
-massagem
-beijos e abraços
-segurar as mãos enquanto caminha
-abraçar o parceiro antes de sair de casa
-cumprimentar quando chega
-relação sexual
-etc
Observe e pergunte: ele(a) gostou? Não gostou? Faço de novo? Tento outra coisa? Crio novas estratégias? Consigo conversar sobre isso ou quero que o outro adivinhe o que eu gosto e o que eu preciso no que se trata de contato corporal?
Quanto ao relacionamento sexual não é o único, mas é um dos ítens mais importantes. É preciso dialogar, observar, ver o que o outro quer, o que não quer. Para isso é preciso muito tato para que ninguém se sinta criticado, na defensiva mas o objetivo é buscar juntos uma forma prazerosa de se relacionar. Muitas mulheres se sentem muito insatisfeitas nesta área.
Nosso corpo foi feito para o toque, mas não para o abuso e nem para ser invadido. Sabe-se do efeito nocivo na vida de alguém que sofreu algum tipo de abuso. As conseqüências são sempre muito negativas.
Outra situação importante é o que diz respeito a infidelidade. Como é o contrato dessa relação? A traição é algo permitido ou não pelos dois? O parceiro(a) que trai pode não saber a dor que causa. Saber que ele(a) viveu uma experiência afetiva com outro(a) faz com que o tanque emocional não apenas esvazie, mas ele explode. E como colar as peças de algo que explodiu? É possível? É. Desde que os dois estejam muito empenhados nesta reconstrução. Através do perdão mútuo e de muita paciência com diálogo e mudança de atitude.
-Há casais que não se perdoam e ficam juntos vivendo um relacionamento de muita mágoa, as feridas não se cicatrizam.
-Há casais que perdoam a traição, mas decidem pela separação.
-Há um outro grupo que consegue superar a crise: se perdoam, ficam juntos e iniciam uma nova fase da relação com mais maturidade.
Algumas pessoas consideram o sexo como algo para se sentirem vivos. Estes são capazes de ter uma infinidade de parceiros.
Com a linguagem do toque físico, encerramos assim as 5 linguagens do amor.
CONCLUSÃO:
Depois da leitura recomendo a identificação da sua principal linguagem e de seus familiares. Depois você poderá ampliar cada vez mais a sua percepção tentando descobrir a linguagem de seus amigos, do seu chefe, colegas de trabalho, subordinados etc etc. Quando tenho consciência da minha linguagem mais importante, consigo dizer mais claramente o que espero dos relacionamentos e identificando a linguagem do outro entendo que para maior empatia preciso me ajustar a linguagem do outro, independente de qual seja a minha linguagem.
Que este conhecimento abra muitas portas nos seus relacionamentos. Sucesso!
O autor descreve cinco linguagens do amor. Você vai aprender a identificar a sua e de tantas outras pessoas que são importantes em seus relacionamentos. Isto trará uma nova visão. Você entenderá porque dá tanta importância para algumas atitudes e os outros muitas vezes dão para outras. Por que me incomodo com algumas coisas e as pessoas não percebem e porque muitas vezes tento agradar as pessoas com a minha linguagem mas não obtenho êxito porque a linguagem do outro pode ser diferente.
Do que se trata este livro? Homens e mulheres não falam a mesma língua? Não. Além disso existem formas diferentes de comunicação entre os casais. Será que o amor acaba depois do casamento? Pessoas solteiras, casadas e divorciadas parecem buscar esta resposta. Manter o amor vivo no casamento é um assunto muito sério. Existem livros que falam sobre 100 formas de expressar o amor. Alguns casais tentam umas 3 estratégias e as outras 97? As pessoas precisam entender que falam linguagens diferentes. Sabemos uma língua, por exemplo português, mas podemos aprender outras. Porque ao encontrarmos alguém que fale uma língua diferente da nossa, se não soubermos outra, a comunicação ficará limitada. Não importa o quanto você domina o português, se o seu parceiro só falar em inglês, ele não entenderá uma palavra do que você fala. É raro o casal que tenha a mesma linguagem. Se você se identificar e aprender a falar a primeira linguagem de amor de seu parceiro fará toda a diferença.
Esta questão da comunicação também está ligada a nossa infância. As crianças que não se sentiram amadas por seus pais, nem por amigos, desenvolverão uma linguagem distorcida, que apresentará falhas, como alguém que não aprende gramática de forma correta.
Sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. Existe algo, que se chama “Tanque do Amor”, é como um tanque emocional e o de cada um de nós pode estar cheio, vazio, meio cheio, meio vazio. Depende do que recebemos nas relações desde a infância. E o detalhe é que pode acontecer de nossos pais nos darem atenção e afeto numa linguagem que não era a nossa principal, então parece que o tanque permanece vazio. É preciso que os pais identifiquem qual é a linguagem entre eles como casal e qual é a de cada filho.
A paixão que envolve duas pessoas, aquela adrenalina, aquele frisson dura até 2 anos. Muitas vezes se torna um sentimento obssessivo, aprisionante. É quando um dos parceiros faz do outro seu refém emocional. Quando o casal consegue ultrapassar o sentimento da paixão, e não se sentem perdendo algo, porque o sentimento amadureceu, estas pessoas serão capazes de viver o amor como algo bom. Experimentarão um sentimento maduro, mais calmo e muito profundo. Quando o tanque de amor do seu parceiro está cheio e ele se sente seguro de seu amor, as coisas fluem. Se o tanque está vazio e ele se sente usado e não amado, o mundo todo parece escuro, vazio e sem esperança. Vamos ver quais são as 5 linguagens do amor.
PRIMEIRA LINGUAGEM - PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO
Palavras que edificam, elogios e palavras de admiração são poderosos comunicadores do amor.
-você ficou elegante!
-você está ótima com este vestido!
-ninguém faz este prato como você.
-obrigada por me ajudar lavar a louça.
-você é uma ótima mãe.
-como me sinto orgulhosa de como você é responsável no seu trabalho.
Reforce o que ele(a) faz de bom. Isto tem muito mais poder do que criticar o que ele(a) não faz ou faz errado segundo a sua visão. O elogio não deve ter um tom de bajulação. Se a pessoa que receber não sentir que o comentário é sincero o efeito será negativo.
Talvez seu parceiro tenha um dom que esteja adormecido. Ele(a) está aguardando suas palavras. Ao reconhecer que o talento existe a pessoa se encoraja a colocá-lo em prática. Pode ser um dom na música, de falar bem, escrever, cozinhar. Outra situação é quando, por exemplo, alguém que precisa de dieta ou precisa aprender a dirigir. Não pressione. Os casais devem procurar saber o que é importante para o outro e ajudá-lo em suas inseguranças. Ver o mundo com seus olhos. Criar estratégias para apoiar o parceiro naquilo que ele precisa ser motivado.
Entre os casais encontramos parceiros muito amorosos e parceiro competitivos. Entre os amorosos, o elogio é algo que acontece naturalmente de forma espontânea. Mas entre os competitivos, isto não acontece. Se vive uma guerra. O casal sofre e os filhos também. Os casais competitivos procuram apontar as falhas, usam as fragilidades num movimento de destruir o outro.
Palavras humildes: Quando dou ordem me coloco acima do outro. Me coloco como pai/mãe e não como marido/mulher. No casamento deveríamos ser iguais. Adultos. Mas nem sempre é assim. Às vezes um dos dois, ou os dois se comporta como uma criança. Tem alguém que dá demais e se sobrecarrega, enquanto o outro dá de menos. Palavras humildes significam pedidos. Pedidos são afirmações da habilidade do outro.
Exemplo:
-poderia fazer para mim aquela torta que tanto gosto? Eu ficaria feliz.
-você pode limpar o telhado da nossa casa? Fico preocupada da calha entupir.
-você pode me ajudar a cuidar das crianças hoje à noite? Eles gostam quando você brinca com eles.
Dessa forma o parceiro pode atender o pedido ou não. Ele vai analisar e tomar uma decisão.
Intimações: não funcionam. O parceiro pode até obedecer por medo, culpa, pressão ou irritação mas não por amor ou consciência de que aquela atitude é importante.
Fazer elogios na ausência do parceiro: Seja sincero e o elogie para os outros. Reforce o que o parceiro faz que torna sua vida melhor na presença dele.
SEGUNDA LINGUAGEM - TEMPO DE QUALIDADE
“Ele é um bom provedor, mas nunca tem tempo para nós. O que adianta a casa nova, o carro novo se não aproveitamos juntos?”
Tempo de qualidade significa dedicar a seu parceiro sua atenção. Não é só sentar no sofá e assistir TV. Tempo de qualidade é conversar juntos. É o olho no olho. Passear juntos. Observem nos restaurantes como os casais se comportam. Claramente podemos identificar os casais que fazem daquele momento um tempo prazeroso dos que transformam aqueles minutos em obrigação. O tempo de qualidade pode ser 15 minutos, que você se dedica só a ele(a). É um poderoso comunicador emocional. É preciso ter atividades em comum. Se não houver dedicação o tanque emocional ficará vazio.
Faça uma lista do que você acha que a pessoa gostaria de fazer junto com você:
-viajar
-almoçar só com ele(a)
-babá para ficar com as crianças
-chegar em casa e contar sobre o seu dia
-ouvir com interesse
-ficar com os filhos e dar atenção a eles
-férias com a família
-caminhar juntos
-etc
Coloque em prática um tópico por semana. E isto não afetará sua carreira profissional. Algumas pessoas em seu momento de lazer ficam na internet ou só pensam no trabalho. Cuide para que este momento seja realmente para descansar, descarregar sua tensão e repor sua energia.
Estar junto não significa só estar próximo no mesmo espaço físico. Significa presença com qualidade. Você dá o que você tem de melhor para o outro.
Conversas com qualidade: Ouvimos com interesse. Dividimos nossos sentimentos.
Quando uma pessoa me conta algo, não preciso resolver ou achar uma solução. Mas ouço com atenção.
-olho no olho.
-não faço outra coisa enquanto a pessoa fala.
-escuto com atenção.
-observo a linguagem corporal.
-evito interrupções.
Aprendendo a falar. Muitas pessoas vem de lares onde a expressão de sentimentos e pensamentos não foi encorajada, mas sim condenada.
Acostume-se a perceber seus sentimentos pelo menos 3 vezes por dia. É um treino. Muitas pessoas quando são questionadas: O que você está sentindo? Respondem: Nada. Estou “normal”. Mas como é estar normal?
TERCEIRA LINGUAGEM – PRESENTES
É algo concreto que você ganha e diz: ele(a) pensou em mim. Antes de comprar, lembramos da pessoa. O objeto em si é um símbolo deste pensamento. Quando um filho dá uma flor para sua mãe, não importa o custo, o valor. Os filhos se sentem inclinados a presentear seus pais com seus desenhos. O presente é um símbolo visual do amor. Existem presentes de todos os tamanhos e formatos. Caros e baratos. Para aqueles que esta for a primeira linguagem, o preço não importa. Podem ser comprados, achados ou elaborados. Apanhar uma flor, cartões que você mesmo pode fazer e escrever. Algumas pessoas falam que não sabem dar presentes. Tente se lembrar do que seu parceiro já gostou de receber . Agora se ele critica os presentes que recebe, esta não é a primeira linguagem de amor dele(a).
Presentes x Dinheiro: se você não se importa em gastar não terá dificuldade em comprar presentes. Mas é preciso gastar e poupar com sabedoria.
Outra situação freqüente: quantas mulheres ganharam seus bebês e ficaram sozinhas porque seus maridos estavam fazendo outra coisa. Em casos assim não há presentes, flores que substituam a presença do marido. Isto também vale para situações de velório, enterro, doenças. Sua presença em tempo de crise é o MAIOR presente.
Lembre-se o presente não é para você. Então não compre algo que você gostaria de ganhar para dar para a outra pessoa. Pense em como é esta pessoa, o que a faria feliz, como ela se veste, como ela é e aí use sua imaginação. Seja criativo acima de tudo.
Sugestões de presentes:
-flores com cartão
-um jantar especial de surpresa
-uma caixa do chocolate preferido com cartão
-roupa, sapato mas você precisa estar atento para o número dela(e)
-etc
Antes de comprar, lembramos da pessoa. O objetivo em si é um símbolo deste pensamento.
QUARTA LINGUAGEM – ATOS DE SERVIÇO
Cozinhar, mesa arrumada, lavar a louça, organizar a roupa, passar aspirador, levar o lixo para fora, cuidar das crianças, trocar fraldas, cortar a grama, cuidar do jardim, cuidar dos animais, etc...
Atos de serviço é tudo aquilo que seu parceiro gostaria que você fizesse.
Pensar, planejar e executar.
Exercício: Às vezes as pessoas podem até fazer coisas que acreditam que agradará o outro, mas isto não acontece. Por que não é exatamente o que a pessoa quer. Então.........Faça uma lista do que eu estou disposto a fazer “ATOS DE SERVIÇO” para agradar o parceiro. Mostro a lista para ele(a) e leio a que ele(a) escreveu. E confirmamos as tarefas que de fato são importantes.
O que se faz no namoro não é garantia que continuará depois de casados. A paixão faz com que as pessoas ajam de um modo. Apaixonados fazem tudo para agradar o outro, são cuidadosos, detalhistas, abrem mão de coisas que são importantes em prol da relação, surpreendem. Depois que a paixão passa, as pessoas costumam seguir segundo o modelo que aprenderam com seus pais. É um ciclo de repetição que pode ser quebrado, através da conscientização que esta repetição não traz um bom efeito para a relação. Vocês poderão construir uma nova forma de se relacionar através de informações e conhecimento. Aprimorar o que aprenderam com seu pais, com amor.
O amor é uma decisão. E não deve ser coagido. Quando o casal decide fazer pedidos em vez de cobranças, a relação muda de rumo.
Observe que as críticas que são feitas nos relacionamentos dão pistas sobre a linguagem do amor dele(a). As queixas que mais se repetem é aquilo que a pessoa mais sente falta. E o que são os temas destas reclamações? Elogios, presentes, toque físico, tempo de qualidade, atos de serviço? Esta é uma grande dica: fique atento e saberá por onde começar.
Algumas mulheres dizem: “Eu sirvo meu marido a tantos anos e ele me ignora, me maltrata, me humilha.” Quando os homens tratam suas mulheres como capachos, excluem a possibilidade de serem amados por esta mulher. Ela seguirá fazendo o que aprendeu, que para ela seria sua função: servi-lo............mas seu coração estará magoado e ressentido.
Hoje não basta apenas trabalhar fora, ser o homem provedor. É importante quebrar estereótipos – “Homens não fazem isso!” Esta frase é preconceituosa. Provavelmente originada de um mundo machista em que vivemos. Homem não lava louça, homem não cozinha, não cuida de crianças e assim por diante. É preciso quebrar estes paradigmas. Os homens podem ajudar suas esposas e filhos, mesmo que não tenha presenciado seu próprio pai fazendo tarefas de casa. Participar nestas atividades ajudando sua esposa a fará se sentir amada, valorizada e respeitada. Isto trará mais proximidade e intimidade entre vocês.
QUINTA LINGUAGEM – TOQUE FÍSICO
Os bebês que são carregados no colo desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são criados sem contato físico. Apanhar é difícil para qualquer criança, mas para aquelas que tem o toque como primeira linguagem é ainda pior. Um abraço para quem tem esta linguagem como a primeira vale muito. Algumas pessoas insistem em tocar seu parceiro como gostariam de ser tocados. Isto pode não dar certo. Você terá mais sucesso se perguntar o que o outro quer e usar a sua criatividade. Os homens muitas vezes se sentem embaraçados em ser espontâneos com suas esposas. E as mulheres? Se elas estiverem magoadas este canal se bloqueia automaticamente. É preciso rever esta característica feminina. Será que tenho que esperar falar tudo que quero, resolver para depois me aproximar corporalmente? Ou posso agradar o parceiro para que depois, com uma situação mais receptiva, abra um espaço para conversar sem a posição de defensiva?
Sugestões de TOQUES FÍSICOS:
-carinho
-sentar junto no sofá
-tocar levemente no corpo do outro quando passar perto
-massagem
-beijos e abraços
-segurar as mãos enquanto caminha
-abraçar o parceiro antes de sair de casa
-cumprimentar quando chega
-relação sexual
-etc
Observe e pergunte: ele(a) gostou? Não gostou? Faço de novo? Tento outra coisa? Crio novas estratégias? Consigo conversar sobre isso ou quero que o outro adivinhe o que eu gosto e o que eu preciso no que se trata de contato corporal?
Quanto ao relacionamento sexual não é o único, mas é um dos ítens mais importantes. É preciso dialogar, observar, ver o que o outro quer, o que não quer. Para isso é preciso muito tato para que ninguém se sinta criticado, na defensiva mas o objetivo é buscar juntos uma forma prazerosa de se relacionar. Muitas mulheres se sentem muito insatisfeitas nesta área.
Nosso corpo foi feito para o toque, mas não para o abuso e nem para ser invadido. Sabe-se do efeito nocivo na vida de alguém que sofreu algum tipo de abuso. As conseqüências são sempre muito negativas.
Outra situação importante é o que diz respeito a infidelidade. Como é o contrato dessa relação? A traição é algo permitido ou não pelos dois? O parceiro(a) que trai pode não saber a dor que causa. Saber que ele(a) viveu uma experiência afetiva com outro(a) faz com que o tanque emocional não apenas esvazie, mas ele explode. E como colar as peças de algo que explodiu? É possível? É. Desde que os dois estejam muito empenhados nesta reconstrução. Através do perdão mútuo e de muita paciência com diálogo e mudança de atitude.
-Há casais que não se perdoam e ficam juntos vivendo um relacionamento de muita mágoa, as feridas não se cicatrizam.
-Há casais que perdoam a traição, mas decidem pela separação.
-Há um outro grupo que consegue superar a crise: se perdoam, ficam juntos e iniciam uma nova fase da relação com mais maturidade.
Algumas pessoas consideram o sexo como algo para se sentirem vivos. Estes são capazes de ter uma infinidade de parceiros.
Com a linguagem do toque físico, encerramos assim as 5 linguagens do amor.
CONCLUSÃO:
Depois da leitura recomendo a identificação da sua principal linguagem e de seus familiares. Depois você poderá ampliar cada vez mais a sua percepção tentando descobrir a linguagem de seus amigos, do seu chefe, colegas de trabalho, subordinados etc etc. Quando tenho consciência da minha linguagem mais importante, consigo dizer mais claramente o que espero dos relacionamentos e identificando a linguagem do outro entendo que para maior empatia preciso me ajustar a linguagem do outro, independente de qual seja a minha linguagem.
Que este conhecimento abra muitas portas nos seus relacionamentos. Sucesso!
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