terça-feira, 22 de julho de 2008

AS PALAVRAS TÊM PODER

As palavras têm poder

Às vezes esquecemos que as palavras têm poder, tanto para construir, como para destruir, para salvar e para ferir. Recebi por e-mail uma história que expressa bem o que estou falando:"Um homem desejava desesperadamente vender seu sítio, então, teve a brilhante idéia de solicitar ajuda a um dos mais renomados escritores de sua época para que ele fizesse um anúncio e colocasse no jornal. Depois de alguns meses o escritor encontrou o proprietário e perguntou: " Você conseguiu vender o seu sítio depois do anúncio que fiz?" E de forma surpreendente obteve a seguinte resposta : " O quê? O senhor está louco?! Depois de ler o anúncio foi impossível vender aquela maravilha de sítio!"É incrível como muitas vezes as palavras dos outro têm mais poder na nossa vida do que nossas próprias palavras. Nessa históra, por exemplo, o proprietário só passou a valorizar sua propriedade quando o escritor expressou suas qualidades. Você já percebeu que muitas pessoas têm dificuldades em valorizar suas próprias qualidades? Mas também, desde crianças somos treinados a focar no negativo. Quando a professora corrigia nossas provas, destacava apenas os erros. Em casa, quando chamavam nossa atenção, geralmente era porque fazíamos " algo errado" , é claro que quando crescemos continuamos a ignorar nosso valor e o valor dos outros. Se um pai diz para seu filho: "Desse jeito você não vai dar em nada." Ele planta sementes que provavelmente podem germinar no futuro, e este filho acaba não sendo uma pessoa realizada profissionalmente e também afetivamente pode ter dificuldades.Existem pessoas que não sabem elogiar. Tem gente que não sabe emitir um simples elogio. É comum escutarmos frases do tipo: " Nossa, como sua roupa é linda!" " Parabéns! O seu escritório está organizado" "Filho, seu boletim escolar está nota dez!". Apesar dessas frases serem positivas, um elogio para ser eficaz, isto é, para ter o poder de melhorar o valor pessoal, tem que ser direcionado à pessoa, não ao objeto. Para esses exemplos citados se tornarem elogios eficazes poderiam ser frases do tipo: " Como você tem bom gosto!" (somente uma pessoa de bom gosto escolhe uma roupa linda), " Parabéns! Você é muito organizado" ( não é o escritório, ele é apenas o seu reflexo) , " Filho, você é nota de dez!"( o seu filho é dez não o boletim dele!).Em contrapartida, tem gente que não sabe receber elogio , é muito comum quando elogiamos alguém escutarmos como resposta: " Imagina! São seus olhos!", " Que isso , eu nem tive tempo de me arrumar, paguei tão baratinho por essa roupa!"Seria bom que ficássemos atentos ao poder das palavras, podemos esquecer de utilizá-las para valorizar, amar, incentivar, agradecer. Por isso, vamos usá-las para fazermos da nossa vida uma vida melhor!

AUTO-ESTIMA

Auto-Estima

• Expressão de rosto, um gesto e um modo de falar e andar que projetam o prazer de estar vivo.• A simplicidade e facilidade em comentar a respeito de realizações ou fracassos, de maneira direta, com honestidade, uma vez que se tem uma relação amistosa com os fatos.• A tranqüilidade ao dar e receber elogios, manifestações de afeto, de apreço etc.• A abertura a críticas e a serenidade ao reconhecer os próprios erros, porque a auto-estima não está vinculada a uma imagem de “perfeição”.• A graça e a espontaneidade das palavras e dos movimentos com que a pessoa tende a se expressar, por que ela não está em guerra consigo mesma.• A harmonia entre o que a pessoa diz e faz, e entre suas palavras, gestos e olhares.• A atitude de abertura e curiosidade diante de novas idéias, experiências e possibilidades de vida.• Os sentimentos de ansiedade e insegurança, quando acontecem, terão menos chance de intimidar a pessoa, porque aceitá-los, lidar com eles e superá-los não parece, senão raramente algo difícil ou impossível.• A capacidade de aproveitar os aspectos engraçados da vida, em si e nos outros.• A flexibilidade nas reações a situações e desafios resultantes de um espírito de inventividade e até de brincadeira, porque a pessoa confia em sua capacidade de pensar e não enxerga a vida como uma derrota.• A segurança diante de comportamentos assertivos em si e nos outros.• A capacidade de preservar a harmonia e a dignidade sob condições de estresse.• Olhos alertas, brilhantes e marcados pela vivacidade.• Face descontraída.• Mandíbula em posição normal, alinhada com o corpo.• Queixo solto.• Ombros descontraídos.• Mãos relaxadas.• Braços descontraídos.• Postura relaxada, equilibrada.• Jeito de andar sem ser agressivo e impositivo.• Voz calma com intensidade apropriada a cada situação.

DEPRESSÃO

Depressão

Assinale com um (X) as frases que simbolizam o seu estado atual:
1. • Sinto-me sem forças, desmotivado com freqüência.
2. • Não tenho apetite.
3. • Choro com facilidade.
4. • Sinto-me angustiado, como que amarrado.
5. • Tenho medo sem ter motivos para isto.
6. • Sinto-me triste na maior parte do dia.
7. • Sinto-me bloqueado na hora de realizar determinadas tarefas.
8. • Sou excessivamente preocupado.
9. • Tenho a sensação de perder o interesse por várias coisas na vida.
10. • Tenho dificuldades de respirar, sentindo como que um aperto no peito.
11. • Acho difícil tomar decisões.
12. • Olho para o futuro com desesperança.
13. • Tenho problemas quanto à concentração.
14. • Tenho dificuldades de terminar algo que comecei.
15. • Penso em morrer e na própria morte com freqüência.
16. • Mesmo no meio de outras pessoas me sinto só.
17. • Tenho dores de cabeça com freqüência.
18. • Tenho dores diversas.
19. • Não tenho orgulho de mim mesmo e nem das coisas que faço.
20. • Percebo minha face e meu corpo exprimindo tristeza.
21. • Estou desinteressado dos meus lazeres habituais.
22. • Estou vivendo numa prisão emocional.
23. • Freqüentemente tenho idéias mórbidas.2
4. • Sofro com perturbações da memória.
25. • Tenho insônia com freqüência.
26. • Sinto o meu corpo funcionando mais lentamente, como se estivesse com pouca energia.
27. • Percebo que meu desejo sexual diminuiu acentuadamente.
28. • Sinto uma inquietação interior.
29. • Sofro com oscilações de humor.
30. • As pessoas costumam perguntar se estou com problemas.
31. • Sou muito exigente com os outros e comigo mesmo.
32. • Sou uma pessoa muito sensível.
33. • Eu não quero me arriscar a ser rejeitado.
34. • Prefiro me calar do que correr o risco de não ser compreendido.
35. • Prefiro esperar o pior a correr o risco de ficar desapontado.
36. • Muitas vezes não compreendo o que as pessoas estão tentando me dizer sobre o meu estado.
37. • Os meus problemas são maiores do que os das outras pessoas.
38. • Sinto que as pessoas não me aceitam.
39. • Sou muito orgulhoso para admitir que estou errado.
40. • Tenho muito medo da mudança.
41. • Não acredito que as pessoas possam se interessar por mim .
42. • Estou sempre vendo o lado “negro” das coisas.
43. • Sou muito vulnerável as críticas de outras pessoas.
44. • Consigo transformar os fatos em motivos de culpa e sofrimento.
45. • Geralmente não confio nas pessoas.
46. • Gostaria de poder conversar sobre os meus sentimentos, mas não tenho quem possa me ouvir.
47. • Tenho a sensação que ninguém me compreende.
48. • Há muito tempo que não acho nada engraçado.
49. • Não me considero uma pessoa ousada e criativa.
50. • Me vejo como vítima na maioria das situações.
Sinal Verde: Até vinte questões.
Sinal Amarelo: De vinte questões à trinta.
Sinal Vermelho: Acima de trinta questões.

CRENÇAS NEGATIVAS



Crenças Negativas

As crenças de cada um têm origem em informações que recebemos da família e do grupo que vivemos. Estas informações fazem parte de nossa bagagem hereditária desde a infância e elas são reforçadas em nossa cultura. Elas vão se fixando em nosso inconsciente, sem que percebamos que isto está acontecendo. Elas se transformam em verdades inquestionáveis. Nos casos em que a crença é positiva, dizemos que ela nos fortalece, nos estimula e nos faz crescer. Isto é muito bom. Mas quando ela é negativa? É quando a crença nasce de preconceitos, mágoas, críticas duras ouvidas na infância. Crenças como “os homens são todos iguais”, “você não será ninguém na vida”, “você é difícil e não vai mudar, será sempre assim.” Estas crenças atrasam a vida. Observe, se você está tentando fazer algo e não dá certo, o que você faz? Muda a estratégia ou continua fazendo do mesmo jeito? Por exemplo: está tentando colocar um disquete no computador, não consegue. Você tenta com mais força, do mesmo jeito e se irrita? Ou muda a forma de colocar o disquete?É hora de parar e rever seus conceitos. É importante que você perceba o que está fazendo de errado. Repetir o erro faz com que nós percamos o controle e ficamos com medo de arriscar novas alternativas. Isto nos desanima. As pessoas às vezes não estão realmente felizes com a situação, mas se acostumam a ela. Tem medo do novo, do desconhecido. “Ruim com ele, pior sem ele.” Isto vale para relacionamentos amorosos, chefe-funcionário, amigos etc. É preciso aprender a respeitar-se, isto faz com que tenhamos mais coragem para mudar. Precisamos desativar as crenças negativas e substituí-las por crenças fortalecedoras.Crenças Negativas: "Sou assim e pronto.""Tenho medo de errar. É melhor nem tentar.""Não vou conseguir.""Não tem jeito.""A minha opinião não vai mudar.""Odeio o meu corpo.""É muito difícil, não vou conseguir.""Nunca vou ter dinheiro suficiente.""Não sou nada criativo.""Eu só sei fazer desse jeito."'É muito complicado."Crenças Fortalecedoras:"Este é o meu jeito de ser hoje, com novos conhecimentos é possível melhorar.""Vou fazer o possível para dar certo.""Vou arriscar-me. Se errar, aprenderei com os erros.""Gostos de novas idéias, mesmo que sejam muito diferentes do que eu penso.""Gosto mais de algumas partes do meu corpo do que outras. Mas me aceito como sou.""Vou realizar todos os meus planos.""Tenho muitos talentos."O que você diz pode influenciar a sua vida. Se você achar que tudo está complicado, as coisas vão se tornar mais difíceis. Mas se você acreditar que poderá resolver os problemas, você terá uma grande força interior que facilitará muito a sua vida. Os pensamentos abrem portas ou as fecham para sempre. Não existe mágica. Toda mudança exige intenso esforço. É importante dar o primeiro passo.Primeiro amplie sua auto-percepção. Preste mais atenção em você mesmo, em seus pensamentos. Faça um mapa de suas crenças negativas. Quando tiver mais clareza de quais são estas crenças, comece a escrevê-las em um caderno e crie novos pensamentos fortalecedores para substituir as crenças antigas. Vou dar outros exemplos de padrões de pensamentos:Padrões de Negação:"Eu tenho dificuldades de identificar o que estou sentindo.""Eu minimizo, altero ou nego o que eu verdadeiramente sinto.""Eu me percebo completamente desinteressado por minhas necessidades e dedicado com o bem-estar dos outros."Padrões de Auto-estima:"Eu tenho dificuldades em tomar decisões.""Eu julgo tudo o que eu penso, digo ou faço severamente, como nunca sendo " bom o suficiente".""Eu me sinto envergonhado ao receber reconhecimentos, elogios ou presentes.""Eu não peço para os outros conhecerem minhas necessidades ou desejos.""Eu espero aprovação dos outros com relação aos meus pensamentos, sentimentos e comportamento acima da minha própria aprovação.""Eu não me sinto como uma pessoa amável ou que vale a pena."Padrões de Complacência:"Eu assumo compromissos acima dos meus próprios valores e integridade para evitar rejeição ou raiva dos outros.""Eu sou muito sensível com relação ao que outros estão sentindo ao meu respeito.""Eu sou extremamente leal e permaneço muito tempo em situações prejudiciais.""Eu considero as opiniões e sentimentos dos outros muito mais do que os meus próprios e tenho medo de divergir de opiniões e sentimentos.""Eu me afasto dos meus próprios interesses e passatempos para fazer o que os outros querem.""Eu aceito só sexo quando eu quero amor e sexo."Padrões de Controle:"Eu acredito que a maioria das outras pessoas são incapazes de tomarem conta da própria vida.""Eu tento convencer os outros de que eles " deveriam pensar como eles verdadeiramente sentem".""Eu fico ressentido quando outros não aceitam a minha ajuda.""Eu ofereço aos outros livremente conselhos e direções sem ser questionado.""Eu uso o sexo para ganhar aprovação e aceitação.""Eu sinto a necessidade de ser necessário para me relacionar com os outros."Estes são alguns exemplos que podem ajudar a você se perceber melhor. Identifique seus padrões e sempre que necessário substitua-os por idéias que lhe farão ficar melhor e mais feliz.

ANSIEDADE

Ansiedade

A característica visível do transtorno ansioso é a pressa, é a vontade que a pessoa tem que as coisas acabem rápido, que elas se concluam. Isto acontece pois o sentimento interior é que algo pode não dar certo e que por isto ele deve se apressar para que o fato no qual ele esta envolvido se conclua rapidamente para que ele possa se ver livre da sensação de perigo.
Faça uma auto-avaliação assinalando os sintomas principais do transtorno ansioso que você pode ter neste momento:( )inquietação, agitação ( )sensações de angústia (aperto no peito ou na garganta), ( )sudorese, ( )taquicardia, ( )mal estar generalizado, ( )a pessoa não consegue ficar parada, ( )às vezes rói unhas, ( )sensação constante de preocupação, ( )puxa o cabelo, ( )permanece balançando pernas e braços, ( )podem ser pessoas muito falantes (compulsão para falar)( )dificuldade de ouvir, absorver e entender. ( )vícios (compulsões): fumar, comer demais, álcool, drogas, sexo excessivo como forma de descarregar a tensão e a ansiedade, trabalhar em excesso, fazer compras compulsivamente. Os vícios ou compulsões são métodos ineficazes que até trazem um alívio imediato mas que vão cada vez mais vão aumentando a ansiedade da pessoa.O sentimento crônico da ansiedade é muito ruim, e na maioria das vezes a pessoa não identifica que se trate de uma ansiedade, de um medo e não consegue dar uma razão lógica, formal, para o que está acontecendo. Expressões como "Medo do quê?", "Mas como isto está acontecendo se está tudo bem ?" ou "Isto não faz sentido", são muito comuns, e tudo que a pessoa quer é achar um jeito rápido (até por que é típico do ansioso) para se livrar desta sensação. O quadro agudo da ansiedade é marcado muito mais pela intensidade das sensações físicas do que pela percepção de qualquer conflito psicológico. Os sintomas são os mesmos do que os relatados acima acrescentados de tontura, sensação de desmaio, de morte ou de que se vai enlouquecer ou perder o controle de tudo. Quando estas sensações começam a se repetir com freqüência o nome do quadro passa a se chamar de Síndrome do Pânico, a tão famosa, que na verdade é a repetição de crises de ansiedade aguda."Mente acelerada é mente desequilibrada". A vida moderna, urbana estimula em demasia a nossa mente e está sempre exigindo elaboração e raciocínios rápidos o que desencadeia quadros de ansiedade. A vontade do indivíduo de achar soluções rápidas também é outro fator desencadeante assim como o desejo de buscar e atingir objetivos que supostamente trariam tranqüilidade, e quanto mais rápida e desarmônica a mente estiver, maior a sensação de medo e ansiedade. Quanto mais equilibrada , harmônica e coordenada a nossa mente estiver, maior a sensação de calma e paz de espírito.

MAU HUMOR

Mau Humor

São comuns as queixas de pessoas pouco, relativamente ou muito insuportáveis. Filhos que se queixam de pais muito mau-humorados, ou de namorados, esposas, amigos, enfim, conviver com uma pessoa mau-humorada é difícil e desagradável. O caminho é considerar mau humor como um dos sintomas do mal humor, sendo mal com U uma qualidade contrária ao bem humorado e mal com L uma característica de doença, contrária ao humor sadio. Em grego, Mal Humor (mau assim, com L e não com U) significa Distimia. Na psiquiatria o quadro mais relacionado ao Mau Humor é, de fato, a Distimia. Trata-se de um estado depressivo crônico, normalmente atípico e dissimulado através do mau humor, chatice, birra, implicância, desânimo, irritabilidade, de mal com a vida, etc. Esses estados depressivos crônicos, apesar de universalmente reconhecidos, têm seus sintomas e sua classificação ainda muito confusos e algo discordantes entre as várias tendências. Sendo o mau humor um estado crônico e persistente, estando ele relacionado à afetividade, poderíamos atribuí-lo à algum traço de personalidade. Um traço de personalidade é um atributo estável e persistente da personalidade que acaba se refletindo em seu comportamento e atitude diante da vida, do mundo e da realidade. Os traços da personalidade caracterizam a maneira da pessoa SER e não da pessoa ESTAR. Se o mau humor pode ser considerado um traço da personalidade e, mais que isso, um traço capaz de fazer sofrer, então ele preenche os critérios de Transtorno da Personalidade. Esses Transtornos de Personalidade são definidos como padrões persistentes de comportamento que se apresentam de maneira inflexível diante de várias situações pessoais ou sociais e devem satisfazer, principalmente, 4 características básicas: 1. início precoce, seja na infância ou na adolescência; 2. persistem ao longo do tempo; 3. se manifestam através de um padrão de comportamento não-normal em variadas situações pessoais e sociais; 4. produzem prejuízo ou sofrimento pessoal e/ou social e/ou ocupacional.Schneider, em 1958, apresentou uma descrição de personalidade depressiva, atualmente incluída no diagnóstico de Distimia. Para ele, tais pessoas que deploram o passado e temem o futuro (expressão usada muitos séculos antes por Sêneca em A Tranqüilidade da Alma), apresentam seis características fundamentais.
Elas são: 1. pessimistas, tristes, sérios, incapazes de prazer ou relaxamento; 2. ansiosos; 3. sempre preocupados; 4. cumpridores do dever; 5. céticos; 6. autocríticos ferrenhos. O sintoma mais marcante do Mau Humor é, sem dúvida, a pouca tolerância com o ambiente; seja com as pessoas, com os acontecimentos, com os objetos, com o clima, com a política, com a sociedade, com a economia, com o trânsito, com as filas, enfim, com o mundo. Por isso se você parar para se observar e se perceber desta forma, tente melhorar o seu humor, perceba suas insatisfações, faça mudanças e procure ajuda.

DDA - DÉFICIT DE ATENÇÃO

DDA - Déficit de atenção

leia essa lista de comportamentos e classifique em cada comportamento catalogado. Use a escala e coloque o número apropriado ao lado do item.0 = nunca 1 = raramente 2 = ocasionalmente 3 = freqüentemente 4 = muito freqüentemente ___
1. Incapacidade de prestar atenção a detalhesou evitar erros por falta de cuidado.___
2. Problema em manter a atenção em situaçõesde rotina (dever de casa, tarefas,papelada, etc.).___
3. Dificuldade em ouvir.___
4. Incapacidade de terminar coisas, seguimentoinsuficiente.___
5. Falha na organização de tempo e espaço.___
6. Distração.___
7. Pouca habilidade de planejamento.___
8. Falta de objetivos definidos ou de pensar no futuro.___
9. Dificuldade em expressar os sentimentos.___
10. Dificuldade em expressar solidariedade pelos outros___
11. Excessivo sonhar acordado___
12. Tédio___
13. Apatia ou falta de motivação___
14. Letargia___1
5. Sentimento de vazio de estar "em uma neblina"___
16. Desassossego ou dificuldade de ficar parado___
17. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que se espera que a pessoa fique sentada___
18. Busca de conflito___
19. Falar demais ou de menos___
20. Dar rápido a resposta, antes de asperguntas terem sido completadas.___
21. Dificuldade em esperar sua vez___
22. Interrupção dos outros ou intromissão(por exemplo: meter-se em conversas ou jogos)___
23. Impulsividade (dizer ou fazer coisas sem pensar antes)___
24. Dificuldade de aprender pela experiência,tendência para cometer erros repetitivos.
Avaliação :Cinco ou mais sintomas com a nota 3 ou 4 é indicativo de possível hiperatividade. Porém, apenas através de uma consulta com um profissional chegar-se-á a um diagnóstico e consequente prognóstico.Faça mais um teste, apresentado no site da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).
QUADRO CLÍNICO O quadro sintomático do Distúrbio de Déficit de Atenção pode ser dividido em 3 áreas: a atenção, o controle dos impulsos e a atividade motora. O sintoma mais exuberante, notadamente nas crianças, é o comportamental, ou seja, o descontrole impulsivo e a hiperatividade, mas o déficit da atenção costuma ser a manifestação mais duradoura e mais relacionada aos prejuízos sócio-ocupacionais. Como vivemos num mundo onde a produção é o passaporte para a vida em sociedade, os prejuízos sócio-ocupacionais acabam sempre sendo determinantes na busca de ajuda médica.AtençãoPara entendermos as alterações na atenção temos de rever a questão da vigilância e da tenacidade (veja Psicopatologia da Atenção). A tenacidade é a propriedade de manter a Atenção orientada de modo permanente em determinado sentido. A vigilância é a possibilidade de desviar a Atenção para um novo objeto, especialmente para um estímulo do meio exterior. Essas duas qualidades da Atenção se comportam, geralmente, de maneira antagônica, ou seja, quanto mais tenacidade sobre um determinado objeto está se dedicando, menos vigilante estamos em relação à eventuais estímulos a serem apreendidos.Em adultos as alterações da Atenção aparecem na forma dos sinais abaixo listados. Esses sinais também podem aparecer em pessoas sadias, mas nos portadores de Distúrbio de Déficit de Atenção são exagerados: A pessoa comete erros por puro descuido, não presta muita atenção nos detalhes, negligencia nos deveres escolares, no trabalho, ou em outras atividades;Mostra dificuldade em atividades que exijam uma atenção prolongada, tal como nas tarefas ou nos jogos;Mostra dificuldade em manter a atenção com a fala das outras pessoas, parece não escutar o que lhe falam;A pessoa é pouco persistente, não completa tarefa, não obedece às instruções passo a passo e não completa deveres, ou tarefas no trabalho, por impaciência ou falta de persistência;Apresenta um estilo de vida desorganizado, tem dificuldade em ser organizado em trabalhos ou outras atividades, em controlar o talão de cheques, contas, etc; Costumeiramente perde objetos ou pertences, como chaves, canetas, óculos, etc;Qualquer estímulo desvia sua atenção do que está fazendo, evita e se mostra relutante a envolver-se em tarefas que exigem um esforço mental prolongado, tais como deveres escolares ou trabalhos de casa;Muda freqüentemente de uma atividade para outra, quase sempre sem completar a anterior;Vive freqüentemente atrasada;Sofre a ocorrência de "brancos" durante uma leitura, conversa ou conferência.HiperatividadeQuanto à hiperatividade, esta se manifesta como uma espécie de reatividade psicomotora exagerada aos estímulos, uma desinibição da resposta motora, ou uma deficiência no controle da psicomotricidade. Nos adultos a hiperatividade pode ser bem menos marcante que nas crianças. Na adolescência, a hiperatividade diminui, enquanto que o déficit de atenção, a impulsividade e a desorganização permanecem como os sintomas predominantes.Os sinais da hiperatividade observados em adultos e em grau capaz de comprometer a adaptação e o desenvolvimento costumam ser os seguintes:Apresenta uma sensação subjetiva constante de inquietação ou ansiedade, com dificuldade em brincar ou praticar qualquer atividade de lazer sossegadamente;Busca freqüentemente situações estimulantes, muitas vezes que implicam risco, podendo correr ou subir em locais inadequados.Costuma fazer diversas coisas ao mesmo tempo, como, por exemplo, ler vários livros;Está sempre mexendo com os pés ou as mãos ou se revira na cadeira;Fala quase sem parar, e tem tendência a monopolizar as conversas;Mostra necessidade de estar sempre ocupado com alguma coisa, com freqüência está preocupado com algum problema seu ou de outra pessoa, freqüentemente está muito ocupado ou freqüentemente age como se estivesse "elétrico";Não permanece sentado por muito tempo, levanta-se da cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais o esperado é que ficasse sentado;ImpulsosEm relação ao controle dos impulsos, o que parece acontecer é uma dificuldade na manutenção da inibição social e comportamental normais, uma alteração neurobiológica do autocontrole.As características do déficit de controle dos impulsos em adultos com Distúrbio de Déficit de Atenção se apresentam da seguinte forma:A pessoa responde antes de ouvir a pergunta toda;Age por impulso em relação a compras, decisões em assuntos importantes, em rompimento de relacionamentos, e por vezes se arrepende logo depois;Apresenta reações em curto-circuito, com rápidas e passageiras explosões de raiva, tipo "pavio curto";Dirige perigosamente;É de uma espontaneidade excessiva, chegando às raias da falta de tato e de cerimônia.É hiper-sensível à provocação, crítica ou rejeição;É impaciente e tem grande dificuldade de esperar;Mostra baixa tolerância à frustração;Não consegue se conter, reagindo mesmo quando a situação não o atinge diretamente ou quando sua reação pode prejudicá-lo;Sofre oscilações bruscas e repentinas do humor, quase sempre de curta duração;Tem tendência a explosões histéricas;Tem um mau humor fácil;Com essas características comportamentais justifica-se o estresse das famílias desses pacientes, principalmente levando-se em conta o prejuízo nas atividades escolares, ocupacionais, vocacionais e sociais. Isso sem contar, considerando o próprio paciente, os efeitos negativos em sua auto-estima, normalmente muito rebaixada.As conseqüências existenciais do com Distúrbio de Déficit de Atenção, principalmente em adultos, seriam:Adiamento crônico de qualquer tarefa ou compromisso, ou seja, dificuldade de dar a partida;Alcoolismo e abuso de drogas; Baixa auto-estima e um sentimento crônico de incapacidade e pessimismo;Demora tempo excessivo na execução de algum trabalho, devido em parte ao sentimento de insuficiência.Depressões freqüentes;Difícil sociabilidade, dificuldade em manter os relacionamentos duradouros;Mau desempenho profissional, apesar de bom potencial;Tendência a culpar as outras pessoas;Além disso, são muitos os estudos que mostram um risco aumentado de desenvolverem outros transtornos psiquiátricos na infância nas crianças com essa síndrome, juntamente com a comorbidade (concomitância) de outros transtornos também nos adolescentes e nos adultos. Entre essas eventuais alterações psíquicas as mais temerárias seriam o comportamento anti-social, abuso ou dependência de álcool e drogas, transtornos sérios do humor e de ansiedade. Outros traços podem fazer parte da personalidade do portador de Distúrbio de Déficit de Atenção. Entre esses traços estaria presente a tendência à caligrafia ruim, dificuldades de coordenação motora, dificuldades no adormecer e de despertar, sendo pessoas que adormecem e despertam tarde, maior sensibilidade a ruídos e ao tato, síndrome pré-menstrual mais acentuada, dificuldade de orientação espacial e na leitura de mapas, deficiência na avaliação do tempo.
DIAGNÓSTICO: O diagnóstico do Distúrbio de Déficit de Atenção, como sempre deveria ser em medicina, repousa em dois grandes aspectos: o quadro clínico, com a observação de sintomas na idade adulta, juntamente com a história de eventuais sintomas apresentados na infância. Portanto, o diagnóstico é fundamentalmente clínico.Para o diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção na idade adulta alguns autores têm sugerido o seguinte:História infantil compatível com o transtorno do adulto; Ausência de transtorno de personalidade anti-social, esquizotípica ou borderline, Ausência de transtornos do humor, esquizofrenia e transtornos esquizoafetivos; Dois dos seguintes sintomas: 4.1 - déficit de atenção,4.2 - hiperatividade,4.3 - labilidade emocional,4.4 - incapacidade de cumprir uma tarefa inteira,4.5 - temperamento explosivo,4.6 - impulsividade,4.7 - intolerância ao estresse
Para o diagnóstico no adulto Brown (1995) propôs critérios baseados nos aspectos nucleares do transtorno, que seriam cognitivos e emocionais:Ativação e organização no trabalho: dificuldade em iniciar tarefas, organizar-se, estimular-se sozinho para rotinas diárias.Sustentação da atenção: dificuldades para manter a atenção nas tarefas, distração ou "sonhos acordados" excessivos durante o dia, em especial enquanto está ouvindo ou lendo por obrigação.Manutenção da energia e do esforço: dificuldades em manter um nível consistente de energia e esforço nas tarefas, sonolência diurna, cansaço mental.Labilidade do humor e hipersensibilidade à crítica: irritabilidade variável e não desencadeada por fatores externos, aparente falta de motivação, rancor exagerado.Dificuldades de memória: dificuldades na recuperação de material recente (nomes, datas, fatos) e remoto. Devido (também) a esses problemas, os portadores de Distúrbio de Déficit de Atenção têm baixa auto-estima, sentem-se desmoralizados, fracassados e superados pelos seus pares. A comorbidade com esse transtorno ocorre com dificuldade no aprendizado, depressão, irritabilidade e abuso de substâncias.De qualquer forma, existe um consenso de que o diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção deva ser clínico, ou seja, fundamentalmente baseado na observação dos sinais e sintomas e na importância da história clínica. Em relação à essa última, devem ser entrevistados membros da família, ou pessoas que convivam de perto do paciente (professores, chefes no serviço...), tendo em vista o fato comum da falta de insight desses pacientes. A performance escolar desses pacientes deve ser sempre investigada com atenção, tendo-se em mente que, embora possa haver baixo rendimento escolar, não é raro que essas pessoas sejam bem dotadas intelectualmente. Também devemos levar em consideração que, como em qualquer outro transtorno médico, existe a possibilidade de uma gama variável de intensidade do quadro clínico, de casos bastante leves ou discretos, até os mais graves e com profundo comprometimento funcional.O diagnóstico atual de Distúrbio de Déficit de Atenção pelo DSM-IV enfatiza a possibilidade de haver uma forma predominantemente (a) - desatenta, uma predominantemente (b) - hiperativa e uma forma (c) - mista, reconhecendo que os sintomas estão presentes antes dos sete anos de idade. Mas há ainda a possibilidade do diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção "em remissão parcial" para adolescentes e adultos que não preenchem os critérios plenos, devido a uma atenuação da sintomatologia. Os sintomas encontrados nos adultos são, geralmente, bem menos floridos que em crianças.
COMORBIDADE Num trabalho de Millstein, Wilens, Biederman e Spencer em 1998, foram examinados 149 adultos com Distúrbio de Déficit de Atenção. Em 97% deles foram assinaladas de uma a quatro condições psiquiátricas comórbidas (concomitantes). Esses dados são extremamente importantes, na medida em que permitem deduzir que o tratamento exclusivo da outra condição psiquiátrica comórbida sem o adequado tratamento para o Distúrbio de Déficit de Atenção resultará em resultados insatisfatórios.Com freqüência se associam ao Distúrbio de Déficit de Atenção os seguintes transtonos emocionais:a - Distúrbios depressivos, geralmente a distimia ou quadros depressivos intermitentesb - Distúrbios ansiosos, comumente o distúrbio da ansiedade generalizada, o distúrbio do pânico, quadrosfóbicos, obsessivos e o distúrbio de Tourette.c - Alcoolismo e abuso de drogas.d - Distúrbios anti-sociais.e - Distúrbios delirantes.
ETIOLOGIAImportante para o diagnóstico lembrar que o Distúrbio de Déficit de Atenção é uma condição que acompanha a pessoa desde sempre, é constitucional e inerente à biologia da pessoa, portanto, ninguém adquire Distúrbio de Déficit de Atenção. A pessoa É portadora de Distúrbio de Déficit de Atenção, ela não ESTÁ com Distúrbio de Déficit de Atenção.A maioria dos trabalhos recentes sobre Distúrbio de Déficit de Atenção encontra evidências de que se trata de um distúrbio neurobiológico. Alguns apontam para um eventual déficit de neurotransmissores, e outros dão ênfase ao déficit funcional do lobo frontal, mais precisamente do córtex pré-frontal.Entre os neurotransmissores envolvidos no Distúrbio de Déficit de Atenção a dopamina (DA) e a noradrenalina (NA) teriam papel de destaque. Não parece haver participação da serotonina no Distúrbio de Déficit de Atenção.A favor dessa hipótese está o fato dos medicamentos que aumentam as quantidades de DA e NA no cérebro serem capazes atenuar os sintomas do Distúrbio de Déficit de Atenção, enquanto os antidepressivos que aumentam a serotonina (como a fluoxetina) não parecem ter bom efeito sobre esses sintomas.Quanto ao eventual comprometimento do lobo frontal e de estruturas subcorticais (núcleo caudado e putamen) com ele relacionadas no Distúrbio de Déficit de Atenção, as técnicas especiais de neuro-imagem têm revelado alguns resultados promissores. Acredita-se que os lobos frontais tenham uma função executiva, importantes para a capacidade de iniciar, manter, inibir e desviar a atenção. Portanto, seria tarefa dos lobos frontais o gerenciamento das informações recebidas, a integração da experiência atual com a experiência passada, o monitoramento do comportamento presente, a inibição das respostas inadequadas, e a organização e planejar de metas futuras. Podemos compreender dessa forma muitas das manifestações de Distúrbio de Déficit de Atenção como resultado de uma deficiência funcional do lobo frontal. Evidenciou-se ainda, uma simetria anormal do córtex pré-frontal de pacientes com Distúrbio de Déficit de Atenção. Normalmente o córtex pré-frontal direito é ligeiramente maior que o esquerdo mas, nesses pacientes, haveria uma redução do córtex pré-frontal direito (Barkley, 1997).Estudos diversos com gêmeos e com crianças adotadas sugerem fortemente que o Distúrbio de Déficit de Atenção é um distúrbio genético ou, no mínimo, constitucional. Tem sido extremamente comum vermos pacientes com Distúrbio de Déficit de Atenção e histórias familiares com ocorrência do mesmo distúrbio em pais ou irmãos. Recentemente acredita-se que o uso de álcool, fumo e drogas durante a gestação sejam fatores peri-natais importantes para o desenvolvimento de Distúrbio de Déficit de Atenção.
CURSO A maioria dos pais observa pela primeira vez o excesso de atividade motora quando as crianças ainda estão engatinhando, freqüentemente coincidindo com o desenvolvimento da locomoção independente, mas o transtorno é mais comumente diagnosticado pela primeira vez durante as primeiras séries escolares, quando o ajustamento à escola está comprometido. Um traço marcante do Distúrbio de Déficit de Atenção em adultos é sua evolução cambiante e inconstante, ou seja, ao longo dos anos o quadro clínico muda sua aparência, embora em segundo plano persistam sempre os sinais da tríade mencionada (desatenção, hiperatividade e impulsividade).Na maioria dos casos observados nos contextos clínicos, o transtorno é relativamente estável durante o início da adolescência. Na maioria dos indivíduos, os sintomas atenuam-se durante o final da adolescência e idade adulta. Assim sendo, tomando-se por base o Distúrbio de Déficit de Atenção em crianças, que é sua situação mais típica, com o passar do tempo costuma haver uma redução de 50% dos sintomas a cada 5 anos e, finalmente, apenas 8% das crianças se manterão sintomáticas (Hill e Schoener, 1996) na idade adulta. Mannuza (1998) encontrou dados semelhantes, constatando 4% para pacientes sintomáticos aos 25 anos de idade. Outros adultos podem reter alguns dos sintomas, aplicando-se nestes casos um diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção, Em Remissão Parcial ou Residual, como preferem alguns autores. Weiss e Hechtman (1993) examinaram 25 pacientes aos 25 anos de idade e concluíram que 2/3 deles permanecia com um sintoma de Distúrbio de Déficit de Atenção, pelo menos. Esses achados sugerem fortemente que, embora possa ocorrer atenuação dos sintomas com o passar da idade, muitos adultos ainda permanecem sintomáticos.O diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção em adulto aplica-se aos pacientes que não têm mais o transtorno com todos os seus aspectos clínicos característicos, mas que ainda retêm alguns sintomas suficientes para causarem prejuízo funcional.Adultos portadores de Transtorno de Déficit de Atenção costumam ter sérios problemas com o trabalho, performance escolar bastante prejudicada e dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Freqüentemente eles ficam entediados com as tarefas que exigem organização e planejamento.