terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fé e Resiliência - Margareth Alves

Fé e resiliência: A arte de enfrentar desafios

Você sabe o que é resiliência? Este termo vem da física e significa a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido uma pressão.
A psicologia usa este conceito para descrever a capacidade do ser humano de responder de forma mais consistente aos desafios e dificuldades que aparecem na vida.
Então resiliência é saber se adaptar e reajustar confortavelmente às mudanças, reagir de forma inteligente às pressões e pressentir e antecipar acontecimentos. As pessoas resilientes são auto-confiantes, acreditam em si e naquilo de que são capazes de fazer, gostam e aceitam mudanças, encaram as situações de stress como desafios, tem controle sobre a ansiedade, são abertas às novas experiências, tem uma auto-estima positiva, mantém clareza de propósito, calma e foco diante de situações adversas.
E o que podemos observar em quem tem baixa resiliência? A pessoa tem o foco no problema e não na solução, dispersão em vez de concentração, desvio de rota e propósito, fuga da realidade, costuma dizer ou pensar "eu sempre fiz assim, vou ser sempre assim", resistem à mudança e resistem a serem mudados. Resumindo: Alguém derrotado pela adversidade costuma culpar o outro, reclama o tempo todo, evita responsabilidade, tem aversão ao risco e é resistente à mudança.Podemos concluir que as pessoas não são perturbadas pelas coisas em si, mas pela idéia que fazem dela. Pessoas que tem baixa resiliência costumam ser pessimistas porque estão sempre olhando para o problema, para aquilo que deu errado, para o negativo e não pensam nas soluções. “O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.” As pessoas precisam acreditar que todos nós temos uma habilidade natural para superar crises, por mais devastadoras que pareçam.
Saiba como desenvolver essa força transformadora e usá-la a seu favor nos momentos difíceis.
1. Admitir a própria vulnerabilidade: “O bambu se curva sob uma tempestade e é essa ‘humildade’ que faz com que a tempestade não o destrua”.
2. Contar com o apoio das pessoas: "Ter amizades é sinônimo de força e realização”.
3. Resolver os problemas por partes: “A verdade deve ser revelada gradualmente ou cegará a todos”.
4. Descobrir e satisfazer as próprias necessidades: “Quando conseguimos nos aquietar, podemos ouvir a voz das necessidades interiores”
5. Reconhecer e desenvolver talentos e dons pessoais: “Tenha sempre um projeto em vista. No caso de alguma coisa ruim acontecer, ele pode servir como tábua de salvação”.
6. Encontrar formas de melhorar as coisas: “As pessoas que conseguem ficar bem durante uma crise lidam com mais coragem com as emergências e os dramas da vida”.
7. Saber perdoar: “Por meio do perdão e do cultivo da compaixão verdadeira, podemos retomar a nossa força e abrir a porta para a liberdade”.
8. Ter senso de humor: “O que importa é se você consegue se fazer rir”.
9. Suportar a dor: "'As pessoas precisam aprender a lidar com a dor e com a decepção”.
10. Buscar sentido em uma crise: “Perceber o que você pode aprender com o sofrimento é o caminho mais seguro para ser resiliente”.
11. Aprender a dizer não: “É preciso ter coragem para saber como e quando dizer não, para não se sobrecarregar”.
12. Cultivar a interdependência: “A pessoa resiliente é ao mesmo tempo forte e vulnerável”."A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio." Martin Luther King

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mudança e aceitação - Margareth Alves

Estou constantemente falando de mudanças. Como é bom mudar o trajeto do trabalho de vez em quando, mudar o tipo de roupa que costumamos usar, mudar o corte e a cor do cabelo, mudar a disposição dos móveis da casa, mudar a alimentação e experimentar algo novo, sentar em um lugar no restaurante que eu não sentei ainda. Desta forma posso experimentar olhar para mesmas situações de uma nova forma. Melhor ou pior? Diferente! E mudar comportamentos que estão instalados a tantos anos, será que é tarefa fácil?Mudar significa reconhecer que talvez algo não esteja tão bem e que é pode ser reavaliado.É da natureza do ser humano gostar de ver mudanças nos outros e resistir a fazer mudanças em si mesmo. Quando somos confrontados com mudanças e transformações, vemos que algumas das dimensões do ser humano (físicas, emocionais e espirituais) podem ficar apegadas ao passado, causando enorme sofrimento. É a “não aceitação”. O desafio de aceitar as coisas como elas são, e não como nós gostaríamos que fossem, é talvez uma das lições mais difíceis de aprender. Aceitar a realidade é percebido pela maioria das pessoas como fraqueza, conformismo, inatividade e passividade. Mas o sentido da aceitação é muito mais amplo que isto. Se estou no leme do meu barco, defino meu destino e velejo numa direção que escolhi, estou “com as rédeas da vida” em minhas mãos. Eu tenho o poder de mudar meu rumo ou minha velocidade. De seguir meu curso ou parar. Mas, se no meio do percurso vêm ventos inesperados e rajadas súbitas ou correntezas imprevisíveis, eu preciso aceitar esta nova situação. Tenho que aceitar que talvez planejei mal meu trajeto, ou pode ser mesmo que o que está ocorrendo estava fora de qualquer previsão. Estando nesta realidade, a não aceitação significa ficar se criticando pela falta de planejamento ou reclamar de fatores incontroláveis. Isto agrega algum valor? Faz diferença ficar reclamando?Aceitar a realidade significa reconhecer um erro ou uma imprevisibilidade, mas, acima de tudo, agir em cima da nova realidade, definir o que será feito como próximo passo e agir conforme a decisão. Aceitar uma realidade não significa que você deva “gostar” da nova situação. Significa reconhecer que aquele momento é especial, é perfeito, pois está nos mostrando uma lição nova que precisamos aprender. Chorar pelo passado ou sonhar pelo que as coisas poderiam ter sido não leva a nada. Por isso, da próxima vez que algo incomodar não gaste energia reclamando, mas pense no que pode mudar com esta situação? O que eu posso aprender? Como posso me transformar permitindo que a pedra bruta se lapide com este sofrimento?E mãos à obra, não tenha medo de mudar.Pergunte a si mesmo eu sou pipoca ou piruá?

Pipoca - Rubem Alves
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com gente. As grandes transformaçoes acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisas mais maravilhosas do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. E você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

METAS PARA O ANO NOVO - Margareth Alves

Mais um ano que termina...é hora de dizer adeus a 2008 e abrir o coração para 2009. E agora é importante fazer um balanço de como foi o ano que passou.

Que projetos consegui colocar em prática? Quais objetivos foram alcançados? Quais nem cheguei perto de atingir? E porquê? Como vivi as relações familiares? Como passei pelas perdas que a vida naturalmente impõe? Me desesperei? Consegui reagir com lucidez e tirei aprendizados das minhas dores e frustrações? Fiz novos amigos? Dei atenção aos meus relacionamentos antigos? E aquela mudança do meu plano alimentar? Como ficou? Minhas atividades físicas? A idéia de visitar aquele médico para cuidar melhor da minha saúde? E o meu trabalho? Estou feliz e realizado? Ou vivo me queixando? E a minha vida financeira? Consegui colocá-la em ordem ou estou gastando mais do que ganho? Tenho deixado um tempo para o lazer? O que considero prazeroso em minha vida? Tenho me dedicado a vida de oração como deveria?

A proposta neste artigo é abordar o tema "Planejamento para 2009" e fazermos um exercício prático. Escreva em um caderno ou na sua agenda nova 10 ítens que representarão fatias de uma pizza.

Todos os ítens juntos formam a pizza inteira que representam aspectos importantes da nossa vida:

1.Espiritual 2.Familiar 3.Relação Amorosa 4.Físico 5.Financeiro 6.Intelectual 7.Profissional 8.Amigos 9.Emocional 10.Lazer

(A)Para cada ítem você vai escrever: Como está hoje? Faça uma análise objetiva dos pontos positivos e negativos de cada aspecto.
(B)Depois escreva como você gostaria que estivesse? Lembre-se de almejar padrões possíveis de serem alcançados, objetivos atingíveis.
(C)Terceiro passo: O que você precisa fazer, ações concretas, atitudes para conseguir estes objetivos. Escreva.
(D)E por último defina em quanto tempo, número de meses que você pode alcançar estes objetivos. Se o objeivo é a longo prazo, divida-o em etapas e estipule um prazo para cada etapa.

Esta é uma forma eficiente de se fazer um Plano de Ação. Você tem um mapa claro e objetivo de onde está e para onde quer ir.

Lembre-se: "Se não sei para onde vou, não há vento favorável que me ajude."

O otimista é aquele que acredita que as coisas darão certo e o entusiasta é aquele que faz as coisas darem certo. Então busque em seu interior uma boa dose de entusiasmo e depois de investir seu tempo e energia neste planejamento mãos à obra.

"Não deseje que seja mais fácil, deseje que você se torne melhor. Não deseje por menos problemas, deseje por mais habilidades. Não deseje menos desafios, deseje mais sabedoria."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Resumo do livro "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor"

O livro fala de uma maneira divertida sobre as diferenças entre homens e mulheres. Explicando porque as mulheres falam muito, são mais sentimentais, sensitivas, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, como assistir tv, falar ao telefone, cozinhar, e porque os homens tem uma visão mais espacial do mundo, conseguindo manobrar carros facilmente, achar locais em mapas e atrapalham-se tratando de atender a um telefonema com um rádio ligado.Explica a evolução masculina e feminina desde os primórdios – onde o homem trazia a comida, caçando, e a mulher cuidava da casa e dos filhos, cozinhando, etc.Fala do homossexualismo tanto masculino como feminino, sendo alterações hormonais, genéticas e remédios que alteram o metabolismo podendo causar transformações.No decorrer do livro encontra-se um teste que mede o grau de masculinidade da mulher, e feminilidade do homem, com perguntas sobre rotina diária, preferências e como agir numa situação.As mulheres desenvolveram o dom de conseguir conciliar várias tarefas ao mesmo tempo com o passar dos séculos, elas sempre desempenharam tarefas múltiplas como cuidar dos filhos, da casa, da alimentação, da roupa. Já os homens ram eram encarregados da caça, pesca, e aí desenvolveu atividades mais voltadas ao controle do espaço físico.Uma mulher pode achar um fio loiro de cabelo num paletó, mas é capaz de bater o carro ao entrar na garagem. Perder a chave na bolsa e ter que tirar tudo para achar a mesma.No sexo as mulheres vão para a cama porque gostam do parceiro, os homens vão para a cama porque chegar ao orgasmo é aliviar a carga de estresse, e quando é atingido, geralmente eles viram para o lado e dormem, atitude na qual muitas mulheres reclamam e sentem-se mal por isso, pois o ato sexual para elas é algo que envolve sentimento, sendo diferente deles, ou do jeito que eles deixam a entender pelas atitudes.O livro coloca a necessidade masculina de ter várias mulheres e explica esta atitude como algo que vem de séculos, onde a reprodução e o instinto comandavam a atitude masculina hoje. Quanto mais mulheres eles mantiverem relações melhor. Já não conseguem manter várias relações com a mesma mulher num dia só; mas num dia, conseguem manter várias relações com mulheres diferentes.Já as mulheres não são encarregadas de fecundar, são as fecundadas, então elas não possuem a necessidade de vários parceiros.Então o livro concilia as diferenças entre os sexos, colocando situações divertidas e assim esclarecendo as diferenças entre o homem e a mulher, onde todos tentam igualar os sexos, mostrando que são bem diferentes, mas nada impede de lutar pelos direitos iguais, e também conciliar essas diferenças entendendo o porquê das atitudes esquisitas, desnecessárias, inexplicáveis, facilitando o convívio entre os dois sexos de uma forma saudável, sem dúvidas.
Bibliografia
PORQUE OS HOMENS FAZEM SEXO E AS MULHERES FAZEM AMOR por ALAN E BARBARA PEASE Milebang 1900

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"VAMPIROS EMOCIONAIS" Margareth Alves




Uma característica freqüente entre os "vampiros emocionais" é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço de quem quer que seja. Os "vampiros emocionais" imaginam que os outros existam apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro. Você pode aprender a lidar com colegas de trabalho, amigos e parentes que só querem sugar o bem-estar emocional e psicológico das outras pessoas. Trata de pessoas que exibem qualidades tanto charmosas quanto perigosas e que conquistam a fé, a confiança e o afeto das pessoas à sua volta para sugar toda sua energia emocional. Aqui vão cinco categorias de pessoas difíceis e os meios de enfrentá-las, em um roteiro adaptado da obra do psicólogo Albert Bernstein.
(1)INCONSTANTE: Tem dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso. Está sempre à procura de novos parceiros amorosos e é instável na vida profissional. Alimenta-se da dedicação das pessoas, mas costuma abandoná-las ao considerar que se tornaram monótonas ou que já deram o que tinham para dar.
COMO SE RELACIONAR: Dê crédito apenas a seus atos, e não às promessas. Não aceite suas desculpas intermináveis. Estabeleça regras para a convivência e punições em caso de desvio. Se flagrá-lo mentindo ou desrespeitando normas, conteste com firmeza.
(2)TEATRAL: Cada palavra e cada gesto são cuidadosamente planejados, como se vivesse o tempo todo no palco. Faz de tudo para se colocar no centro das atenções. Bajula os superiores com rara habilidade. Tudo isso o faz parecer inofensivo, mas é justamente a estratégia para sugar a confiança alheia. Ao conseguir, está pronto para puxar seu tapete.
COMO SE RELACIONAR: Jamais o transforme em confidente e não se ofereça para sê-lo. Esteja atento para prováveis segundas intenções em tudo que ele faz ou fala. Elogie-o de vez em quando, pois o aplauso o mantém sob controle – mas não a ponto de parecer seu fã número 1.
(3)NARCISISTA: Acha que é a pessoa mais inteligente e talentosa da face da Terra. Persegue com afinco os símbolos do status e do poder. É ríspido e esbanja auto-suficiência. Quando está por cima, pisa nos de baixo. Nutre-se da destruição da auto-estima alheia, o que o ajuda a projetar-se para o alto.
COMO SE RELACIONAR Não perca tempo tentando convencê-lo de que ele cometeu um erro, pois negará até a morte. Não dê crédito aos feitos grandiosos que relata. Não espere favores gratuitos, ele sempre vai querer algo em troca.
(4)OBSESSIVO: Presta atenção nos mínimos detalhes para tentar flagrar os outros em contradição. Não admite pequenos erros ou falhas e sente grande prazer em apontá-los. Deseja que todos se tornem igualmente perfeccionistas e inferniza o cotidiano de quem resiste ao adestramento. Voa no pescoço das pessoas próximas para extrair-lhes o que há de mais sagrado: a liberdade e a tranqüilidade.
COMO SE RELACIONAR: Nunca critique a virtude da qual ele mais se orgulha: a busca da perfeição. Nas discussões, evite entrar nas minúcias, pois são sua especialidade. Não conte a ele seus pequenos desvios do cotidiano, do tipo "liguei para o chefe dizendo que estava doente" .
(5)PARANÓICO: Desconfia que está sendo traído e que há segundas intenções por trás de tudo que os outros fazem ou dizem. Para ele, nada na vida é óbvio ou simples. Essa mania de perseguição obriga as pessoas com as quais convive a ser cuidadosas ao extremo. Assim, consome lentamente a paciência dos outros.
COMO SE RELACIONAR: Ao falar, evite metáforas, ironias e figuras de linguagem – seja o mais claro possível. Não se submeta ao jogo de ter de provar lealdade a todo momento, respondendo a perguntas absurdas. Jamais admita que mentiu ou escondeu a verdade, pois isso nunca sairá da cabeça dele.

domingo, 24 de agosto de 2008

O menininho - Margareth Alves

O Menininho

Era uma vez um menininho. Ele era bastante pequeno. E ela era uma grande escola. Mas, quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala, caminhando através da porta da rua, ele ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora disse:- Hoje nós iremos fazer um desenho.- Que bom! – pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos; e ele pegou sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:- Esperem! Ainda não é hora de começar! E ela esperou até que todos estivessem prontos.- Agora ! - disse a professora – Nós iremos desenhar flores.- Que bom! – pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores e começou a desenhar flores com seu lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:- Esperem! Vou mostrar como fazer.E a flor era vermelha, com caule verde.- Assim, disse a professora – Agora vocês podem começar.Então ele olhou para a sua flor. Ele gostava mais de sua flor, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde.Num outro dia, quando o menininho estava em aula, ao ar livre, a professora disse:- Hoje iremos fazer alguma coisa com o barro.- Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com o barro: ele faria camundongos, carros e caminhões. E ele começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:- Esperem! Não é hora de começar. E ela esperou até que todos estivessem prontos.- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.- Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:- Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. – Assim, disse a professora, agora vocês podem começar. O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para o seu próprio prato. Ele gostava mais do seu prato do que o da professora. Mas ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola, novamente, e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo. E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer coisas exatamente como a professora. E muito cedo, ele não fazia mais coisas por si próprio.Então aconteceu que o menininho e sua família se mudaram para outra casa, em outra cidade e o menininho tinha que ir para outra escola. Esta escola era ainda maior que a primeira. E não havia porta da rua para a sua escola. Ele tinha que subir grandes degraus, até sua sala.E no primeiro dia, ele estava lá, a professora disse:- Hoje nós vamos fazer um desenho.- Que bom! – pensou o menininho, e ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse nada. Ela apenas andava na sala. Veio até o menininho e disse:- Você não quer desenhar?- Sim, disse o menininho, o que é que nós vamos fazer?- Eu não sei, até que você o faça, disse a professora.- Como eu posso fazê-lo? – perguntou o menininho.- Da maneira que você gostar, disse a professora.- E de que cor? – perguntou o menininho.- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o que? E qual o desenho de cada um?-Eu não sei, disse o menininho.E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.

domingo, 17 de agosto de 2008

VOCÊ APRENDE - Shakespeare

Você aprende
William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.